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Artigos Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026, 10:18 - A | A

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Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2026, 10h:18 - A | A

KEROLAYNE CHAVES

O Preço da Desinformação na Era Digital

KEROLAYNE CHAVES

Nos últimos tempos, tenho me assustado com o que circula nas redes sociais. Fotos, vídeos e até cenas inteiras que nunca existiram se tornam virais, frutos da criatividade ou da manipulação de alguém. Mas até que ponto isso deixa de ser apenas “criativo” e se torna perigoso? O impacto da inteligência artificial na criação de conteúdos que parecem reais é maior do que imaginamos.

Não é necessário que alguém minta para enganar. Um vídeo ou uma imagem podem parecer verdadeiros e, ainda assim, distorcer completamente a realidade. Esse tipo de manipulação é poderoso porque explora nossa confiança no que vemos e ouvimos. E quando essa distorção é usada para manipular opiniões ou sentimentos, especialmente em política, o efeito pode ser devastador.

Os números mostram a dimensão do problema. Segundo o IBGE, em 2024, cerca de 9,1 milhões de brasileiros com 15 anos ou mais eram analfabetos, representando 5,3% da população. Entre essas pessoas estão jovens que têm acesso às redes sociais, ambientes onde a desinformação circula de forma rápida e muitas vezes incontestável.

A internet deveria ser usada com responsabilidade. O ditado “palavras têm poder” nunca foi tão verdadeiro. Hoje, uma pessoa coloca seu rosto em um vídeo, compartilha uma opinião ou uma informação e, em poucos minutos, ela pode ser vista por milhares de pessoas. E diante disso, surge a pergunta: na internet, o que vale mais, a informação correta ou o like e o engajamento rápido?

No meio dessa avalanche de desinformação, o jornalismo sério cumpre um papel essencial e extremamente difícil. Profissionais passam horas checando fatos, confirmando fontes e garantindo que a informação seja transmitida de forma justa, independentemente de agradar ou não. E ainda assim, muitas vezes, são desrespeitados ou acusados de mentir.

O verdadeiro jornalismo não tem bandeira política nem heróis ou vilões de estimação. Ele existe para informar, esclarecer e proteger a sociedade das narrativas falsas. Sem ele, a manipulação digital ganha força, e a linha entre realidade e ficção se torna cada vez mais frágil.

A desinformação não é apenas uma questão tecnológica; é ética, social e cultural. Mesmo sem mentiras explícitas, ela altera percepções, decisões e confiança na sociedade. Por isso, educação digital, responsabilidade individual e jornalismo sério são ferramentas essenciais para equilibrar essa balança e garantir que a verdade ainda tenha voz.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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