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Artigos Segunda-feira, 18 de Julho de 2016, 16:26 - A | A

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Segunda-feira, 18 de Julho de 2016, 16h:26 - A | A

A “Geração Z” na política

O eleitor é apenas utilizado como um mero “objeto” para se conquistar, da maneira mais covarde, o poder

GABRIEL GUILHERME

 

divulgação

Gabriel Guilherme

 

Pela primeira vez, estamos presenciando em nossa história, a interação de diversas gerações, sendo estas, opostas entre si.

 

Ao todo, são 4 gerações (Baby Boomer, X, Y, e a atual, Z), interagindo, interferindo e atuando, simultaneamente.

 

Algo que acabou por criar e desenvolver novos e turbulentos cenários, especialmente no meio político.

 

Nos últimos tempos, falar de política não têm sido fácil. Isso não é novidade para ninguém.

 

Aquilo que deveria ser o sinônimo de cuidar de pessoas, tratar o presente e planejar, com responsabilidade o futuro, hoje é visto como o mais puro exemplo da vergonha, do desrespeito com o dinheiro público e da corrupção exacerbada.

 

Isto porque, historicamente, as mais diversas formas de se fazer política sempre foram um tanto equivocadas.

 

Os inúmeros acordos, as propinas e os conchavos realizados, infelizmente impossibilitavam os grandes líderes de colocar em prática os objetivos da sociedade.

 

À bem da verdade, a política sempre foi vista e utilizada, como a forma mais covarde, de lutar apenas por interesses particulares e pessoais, e não pela coletividade, como deveria ser, de fato.

 

Mesmo assim, não há como negar que, uma significativa parcela da nossa classe política ainda é formada, em grande parte, por inúmeros membros que disputam somente cargos eleitorais, sendo a grande maioria oriundos da “Geração Boomer”.

 

Estes, adaptados e acostumados com um sistema político falido e extremamente viciado, onde a burocracia, as exaustivas reuniões e o preconceito com a comunicação via internet tonam-se a base do processo político.

 

Por fim, o eleitor é apenas utilizado como um mero “objeto” para se conquistar, da maneira mais covarde, o poder.

 

Dados concretos nos revelam, com detalhes, essa realidade.

 

Nas últimas eleições, os quase 25 mil candidatos que disputaram um mandato eleitoral, esperavam arrecadar e gastar, juntos, até R$ 71 bilhões de reais.

 

Algo que qualificou as eleições de 2014 como uma das mais caras da história.

 

Mas, você deve estar se perguntando, essa situação pode mudar?

 

Ao meu ver, é claro que sim!

 

Todavia, é evidente que os resquícios do passado, ainda comprometem o nosso presente, mas não nos impedem de planejarmos e modificarmos o nosso futuro.

 

É preciso resgatar valores, quebrar paradigmas materialistas impostos pela geração Boomer.

 

Ainda que essa “velha” política das trocas de favores, do famoso “voto de cabresto”, fora utilizados por diversas gerações, no decorrer de muitos anos, sendo ainda utilizada por alguns.

 

Acreditamos, todavia, que é possível mudar esse quadro.

 

É aqui que nasce uma nova geração! Uma nova esperança!

 

Estudos e diversos cientistas políticos nos dizem, e revelam o poder e o espírito aguerrido e transformador que grande parte dos jovens, nascidos entre 1994 e 2010 (25,9% da população mundial), que fazem parte da então Geração Z, carregam dentro de si.

 

Essa geração, presenciou, provavelmente, os maiores casos de corrupção da história, todavia, viu muitos corruptos sendo punidos, o que nos enche de esperança.

 

Não precisamos ir muito longe.

 

Em Mato Grosso, por exemplo, pela primeira vez na história, temos um ex-governador atrás das grades, há quase um ano, por consequência dos seus próprios atos.

 

É algo desalentador e que caracteriza o triste desgaste da nossa classe política.

 

Talvez seja isso, que sintetize os ideais da determinação, da inquietude, do dinamismo e do espírito crítico que estes jovens carregam dentro de si.

 

Isso sem contar, no extremo domínio das tecnologias e da informação, algo que pode contribuir para mudar este cenário.

 

Você, ainda deve estar se perguntando, mas de qual forma?

 

Para ser bem fiel a verdade dos fatos, o uso das tecnologias, das redes e das mídias sociais, por parte dos membros da “Geração Z” pode ser o primeiro passo.

 

As mídias saem à frente, por exemplo, como uma ferramenta que pode fazer e muito a diferença nestas eleições, além de aproximar o eleitor dos seus líderes, com um custo muito menor, independente da distância.

 

E em segundo, pode-se enfatizar uma mudança pautada no novo, em relação à perspectiva de enxergar o mundo, e de não se calar diante do autoritarismo e das imposições sociais que nos prejudicam.

 

Para ser bem fiel à verdade dos fatos, em uma época onde se está cada vez mais conectado, o maior poder de se transformar a sociedade está inteiramente nas mãos dos jovens. 

 

Exercer a cidadania, com responsabilidade e consciência, também é algo muito importante.

 

É, sem dúvidas, um dos mais nobres deveres de participação política e social, de todo e qualquer ser humano.  

 

Acredite na juventude. É possível!

 

*GABRIEL GUILHERME é militante jovem político e Estudante de Direito da Universidade de Cuiabá (Unic). Email: [email protected]

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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