Artigos Sábado, 31 de Dezembro de 2011, 10:00 - A | A

Sábado, 31 de Dezembro de 2011, 10h:00 - A | A

2102: que tempo será esse?

Estamos diante da mudança do ano. 2012 é profundamente emblemático. Ele pode ser percebido em quatro vertentes: 1- econômico: 2-espiritual; 3-ambiental e como síntese de um novo tempo que encerra e de outro que recomeçará .....

ONOFRE RIBEIRO

Edison Rodrigues/Secom/MT

Estamos diante da mudança do ano. 2012 é profundamente emblemático. Ele pode ser percebido em quatro vertentes: 1- econômico: 2-espiritual; 3-ambiental e como síntese de um novo tempo que encerra e de outro que recomeçará.

O econômico está aí diante dos olhos do mundo. As economias em crise de transformação. O ambiental também é visível pelas mudanças que o planeta revela e pela cara do novo clima. O espiritual merece ser visto pela crescente percepção, especialmente dos jovens, de que os valores futuros serão mais claros e menos agressivos. Há uma sensação de novas éticas nascendo na direção desse mundo novo. E, por fim, as pessoas já percebem consciente ou inconscientemente que alguma coisa muito grave está acontecendo e que será muito transformadora. Profecias e o apocalipse falam disso, em linguagens diferentes, mas falam.

Na virada do ano a economia mundial revela o Brasil como a 6ª maior economia do mundo. Absolutamente impensável há uma década, quando o Brasil quebrava junto com a quebra da bolsa da Rússia. Ainda não deu pra assimilarmos o que isso significa. Vale até arriscar aqui alguns palpites.

O capital nunca teve pátria e não se prende a valores nacionalistas. Ele migra para onde a oportunidade acena. Neste momento em que as seis primeiras economias mundiais ainda possuem dois países europeus, Alemanha e França, é de esperar profundas migrações de capitais de lá já no ano de 2012. Sem falar no Japão, nos Estados Unidos e na China, os primeiros. Os capitais ligados às áreas de produção, de transformação de alimentos e de tecnologias nessas áreas têm o Brasil como destino certo. As tecnologias e o mundo das máquinas especiais para o setor certamente vão olhar para o Brasil.

Nesta semana os estados Unidos quebraram a barreira fiscal para o etanol brasileiro. A China volta a produzir em larga escala graças a mexidas no câmbio. O que esperar do Brasil nesse 2012 em diante é profético. Impossível de dizer. Quanto etanol os EUA precisam do Brasil? Um absurdo, podemos estar certos!

De Mato Grosso, então, nem se fala. O Estado é terrivelmente promissor dentro desses cenários de transformação pós-2012. Resta perguntarmos se teremos infraestrutura adequada em gestão pública capaz de enfrentar as novas demandas de cenários. Resta perguntar se teremos aqui infraestrutura política capaz de gerir esses cenários. Não se falando aqui em infraestruturas físicas, nem na educação, na capacidade de se produzir leis adequadas para as novas demandas. Nosso amadorismo é escandaloso!

A conclusão vai além do calendário ao se falar sobre 2012 em diante. É o caso de se questionar como todos nós nos comportaremos num mundo completamente transformador experimentando a maior de todas as metamorfoses já vista na história do planeta e na curta história humana?

(*) ONOFRE RIBEIRO é jornalista e secretário-adjunto de Comunicação Social de Mato Grosso.



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