O Carnaval chegou e milhões de pessoas vão às ruas. Mas, para que essa festa seja realmente boa para todos, é fundamental lembrar que respeito não tira a diversão de ninguém; pelo contrário, é o que garante que ela aconteça.
Infelizmente, essa ainda é uma época em que muitas mulheres precisam redobrar a atenção por causa de homens que confundem festa com permissão. Então vamos alinhar algumas coisas básicas, mas essenciais.
Ninguém te deve nada. Homens, entendam: as pessoas querem curtir o Carnaval. Algumas estão ali para dançar, outras para beijar, outras só para aproveitar o bloco com os amigos. Nada disso significa que alguém quer você. Interesse não se presume, se percebe e, principalmente, se confirma.
Roupas curtas, fantasias ousadas, decotes, transparências… nada disso é convite. É expressão. É liberdade. É Carnaval. E liberdade não é autorização para desrespeito.
Consentimento é simples: é sim ou não. E não é não e não se discute. E mais: se a pessoa está bêbada demais para responder, é não. Se a pessoa parece desconfortável, é não. Se a pessoa virou o rosto, afastou o corpo, desviou, é não. Se você está em dúvida, é não.
Se você quer chegar em alguém, aja como um adulto funcional e não como um babaca. Chegue de frente, nunca por trás. Fale algo simples, sem invadir o espaço físico. Se ela sorri, responde, mantém contato visual, ótimo. Se ela ignora, dá respostas curtas ou se afasta, encerre ali. Não insista. Ninguém é obrigado a te dar atenção. Rejeição faz parte da vida. Lide com isso.
Se você foi indelicado, invasivo ou percebeu que ultrapassou o limite, peça desculpas diretamente à pessoa. Não ao namorado, não à amiga, não ao grupo. A quem você ofendeu. E faça isso sem justificar, sem tentar se explicar, sem transformar a desculpa em discurso. Reconheça, assuma e siga. A pessoa não é obrigada a aceitar sua desculpa. Isso também faz parte.
Tocar alguém sem consentimento pode ser crime (artigo 215-A do Código Penal), com pena de 1 a 5 anos de reclusão. Isso inclui passar a mão no corpo de alguém, tentar beijar à força, puxar pelo braço ou pelo cabelo, “encostar” ou “se esfregar” em multidões. Não seja esse cara. Além de ser moralmente repugnante, é crime. E testemunhas podem denunciar.
Não estrague a festa de ninguém. Respeite o espaço físico das pessoas, não faça comentários sobre corpos de terceiros, não fotografe sem permissão e não permita que seus amigos tenham comportamentos ruins também.
Essas regras podem ser usadas o ano todo e valem para baladas, bares, festas, resenhas, academia, trabalho, transporte público e até na fila do pão. Respeito não tem data.
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