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Artigos Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2026, 10:41 - A | A

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Quinta-feira, 05 de Fevereiro de 2026, 10h:41 - A | A

ANA PAULA

Toda hora é hora

ANA PAULA MORAES

Falar sobre saúde mental nunca é demais. Nos últimos anos, fomos apresentados a diversas campanhas que associam o cuidado com a saúde a determinados meses do ano. À primeira vista, pode parecer apenas uma organização simbólica do calendário, mas, quando olhamos com mais atenção, percebemos que essas iniciativas cumprem um papel essencial: lembrar aquilo que facilmente esquecemos na correria do cotidiano — cuidar de si é uma necessidade permanente.

A saúde mental, em especial, ainda enfrenta muitos estigmas. Embora seja difícil imaginar alguém questionando sua importância, na prática, o cuidado com o sofrimento psíquico costuma ser adiado, minimizado ou normalizado como “parte da vida”. E é justamente aí que mora o risco. Sofrer não é fraqueza, e buscar ajuda não deveria ser exceção, mas parte natural do autocuidado.

Mesmo já estando em fevereiro, o convite do Janeiro Branco segue atual. A proposta da campanha vai muito além de um único mês: ela nos chama a refletir sobre a forma como lidamos com nossas emoções, relações, escolhas e limites ao longo de todo o ano. Afinal, não existe calendário para o sofrimento humano. A ansiedade não escolhe mês, a depressão não respeita datas, e os conflitos emocionais não aguardam ocasiões especiais para aparecer.

Vivemos um tempo de desafios complexos, marcado por sobrecarga, inseguranças e desigualdades no acesso à saúde. Muitas pessoas seguem enfrentando suas dores emocionais em silêncio, sem apoio adequado, muitas vezes à mercê da própria sorte. Como psicóloga, vejo diariamente o quanto esse silêncio pode adoecer — e o quanto o cuidado, quando chega, pode transformar.

Os dados são claros: crescem os casos de ansiedade, depressão, uso abusivo de álcool e outras substâncias, além das ideações suicidas. Diante de sofrimentos tão profundos, o caminho mais responsável é a busca por ajuda profissional qualificada. Psicólogos e psiquiatras têm papel fundamental nesse processo, oferecendo escuta, acolhimento e intervenções baseadas em evidências, respeitando a singularidade de cada pessoa.

Cuidar da saúde mental é cuidar da vida como um todo. Não se trata apenas de aliviar sintomas, mas de promover mais consciência, autonomia e qualidade nas relações consigo e com o mundo. Uma sociedade mais justa e humana depende, necessariamente, de pessoas emocionalmente mais cuidadas.

Que possamos, então, levar o espírito do Janeiro Branco para todos os meses do ano. Que o cuidado não seja sazonal, mas contínuo. Porque, no fim das contas, toda hora é hora de olhar para dentro, pedir ajuda quando necessário e lembrar que ninguém precisa atravessar suas dores sozinho.

(*) ANA PAULA MORAES é Psicóloga clínica - Espaço Viver Bem.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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