A vida fora dos palcos ficou mais complicada para Oruam. O cantor entrou novamente no radar da Justiça e passou a correr risco real de prisão a qualquer momento. Nesta terça-feira (3/2), a Justiça do Rio de Janeiro expediu um novo mandado de prisão preventiva contra o artista, após constatar o descumprimento reiterado de medidas impostas para que ele respondesse ao processo em liberdade.
A decisão é da juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal, e tem um motivo simples: descumprimento das medidas cautelares. Entre elas, o uso de tornozeleira eletrônica, item básico para quem responde em liberdade monitorada. No caso de Oruam, o equipamento até existia, mas funcionava quando queria.
Segundo documentos aos quais o Metrópoles teve acesso, em 43 dias, a tornozeleira apresentou 28 interrupções de sinal. Em alguns episódios, ficou fora do ar por mais de nove horas seguidas. Em apenas uma semana, foram oito falhas registradas. Para a Justiça, o histórico não é de azar tecnológico, mas de dificuldade em ser monitorado.
O mandado foi expedido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ). No despacho, a magistrada foi direta ao decretar a prisão preventiva de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, retomando os fundamentos já usados em decisão anterior e determinando a expedição do mandado com o mesmo prazo de validade do que havia sido revogado.
“Retomando os fundamentos já expostos na decisão do descumprimento das Medidas Cautelares, decreto a prisão preventiva do acusado Mauro Davi dos Santos Nepomuceno. Expeça-se Mandado de Prisão com o mesmo prazo de validade do anteriormente revogado”, determinou a juíza.
Um dia antes, na segunda-feira (2/2), o ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), revogou o habeas corpus que mantinha Oruam em liberdade. Para o STJ, deixar a bateria da tornozeleira descarregar repetidas vezes inviabilizou a fiscalização judicial e indicou risco concreto à aplicação da lei penal.
Polícia procura Oruam
Com a decisão, a polícia saiu para cumprir o mandado. Segundo o delegado titular da 16ª Delegacia de Polícia Civil, Neilson dos Santos Nogueira, em declaração a este colunista do Metrópoles, o cantor não foi encontrado em casa.
“Diligenciamos na residência dele, mas ele não foi localizado. O mandado de prisão segue pendente de cumprimento”, informou.
Segundo apuração da coluna, Oruam informou à Justiça, no dia 20 de janeiro, que estava em um endereço na Freguesia, em Jacarepaguá, em um condomínio. Nesta terça (3/2), amigos do cantor estiveram no local.
Ainda segundo apuração, caso o artista seja localizado e preso, ele será encaminhado para a Cidade da Polícia, no bairro do Jacaré, na Zona Norte do Rio de Janeiro, onde deverá cumprir os procedimentos de praxe antes de eventual apresentação à Justiça.
Prisão de Oruam
Oruam foi preso em julho de 2025 após ser indiciado por sete crimes, sendo eles: tráfico de drogas, associação ao tráfico de drogas, resistência, desacato, dano, ameaça e lesão corporal. Posteriomente, o rapper chegou a ser denunciado por tentativa de homicídio contra policiais.
Em setembro, uma decisão do STJ revogou liminarmente a prisão do rapper, substituindo o cárcere por medidas cautelares, como comparecimento periódico em juízo, recolhimento domiciliar noturno e uso de tornozeleira eletrônica.
Após deixar a prisão, Oruam passou a cumprir o recolhimento noturno. No entanto, o equipamento de monitoramento eletrônico apresentou falhas justamente em períodos em que, por determinação judicial, o artista deveria estar em sua residência.
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