"Depois que ganhei, achei que ia aparecer um caminhão de roteiros estacionando na porta da minha casa", ela afirmou à revista norte-americana The Cut, em entrevista publicada nessa segunda-feira, 2. "Embora eu estivesse imensamente orgulhosa da vitória, na manhã seguinte eu continuava sendo uma mulher negra."
Segundo Halle, o preconceito racial em Hollywood ainda era presente após a conquista. "Diretores ainda diziam: 'Se colocarmos uma mulher negra nesse papel, o que isso significa para a história inteira? Vou ter que escalar um homem negro? Então vira um filme negro. Filmes negros não vendem no exterior'", pontuou.
Ainda na entrevista, a atriz revelou um conselho que deu para Cynthia Erivo, que já foi indicada três vezes ao Oscar, em relação ao prêmio. "Você realmente merece isso, mas não sei se isso vai mudar a sua vida. Isso não pode ser a validação do que você faz", afirmou.
Para Halle, a validação precisa vir de dentro. Durante a conversa, a atriz relembrou o ano em que venceu o Razzie - uma espécie de Oscar ao contrário que premia os piores filmes do ano - de Pior Atriz por sua atuação em Mulher-Gato.
Ao contrário de muitos vencedores do prêmio, Halle topou a brincadeira e compareceu à cerimônia ao vivo, fazendo um discurso com o seu Oscar em mãos. "Eu sempre soube que aquele Oscar não me tornou a melhor, assim como o Razzie não me torna a pior", finalizou.
(Com Agência Estado)
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