O presidente da Fecomércio-MT, Tião da Zaeli (PL), atribuiu parte do alto preço da cesta básica em Cuiabá à dependência de produtos vindos de outros estados e ao custo do frete. Zaeli ressaltou que o transporte de mercadorias de São Paulo para Mato Grosso pode representar cerca de 15% do valor final ao consumidor, pressionando o orçamento das famílias.
O valor médio da cesta em supermercados da Capital está em torno de R$ 899, segundo balanço do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) divulgado em setembro. O preço subiu 3,45% em apenas uma semana, o equivalente a R$ 29,66, e acumula alta de 4,88% no mês.
"Nós estamos longe dos grandes centros produtores também, uma vez que boa parte dos alimentos que compõem a cesta básica não é fabricada no Mato Grosso, não é industrializada aqui", explicou Zaeli ao HNT Entrevista.
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Segundo o presidente da Fecomércio, alguns produtos da cesta são produzidos no próprio Estado, como arroz e feijão, mas outros chegam de centros industriais de estados como São Paulo, Paraná e Goiás. Ele citou como exemplos o extrato de tomate, que vem de Goiás, e produtos de higiene e limpeza fabricados em São Paulo.
"E, com certeza, o que mais impacta negativamente no preço da cesta básica são os impostos, o chamado Custo Brasil e, vamos dizer, a logística", falou.
Zaeli destacou especialmente o custo do transporte. “O custo do frete de São Paulo para Mato Grosso é alto. Estamos falando de um frete que representa cerca de 15%, o que impacta muito no preço da cesta básica”, disse.
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Para o empresário, uma das principais medidas que podem ser adotadas pelo próximo governo para reduzir o preço dos produtos essenciais é rever a carga tributária.
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"Principalmente a questão tributária. O governo precisa entender que, para esses produtos da cesta básica, nós precisamos de uma alíquota menor e abranger mais produtos", defendeu.
Além da redução de impostos, Zaeli aponta a industrialização de Mato Grosso como alternativa para diminuir a dependência de produtos fabricados em outras regiões. Segundo ele, é necessário criar incentivos para que indústrias se instalem no Estado.
O presidente da Fecomércio, porém, pondera que Mato Grosso também está distante dos grandes centros consumidores. Por isso, uma eventual expansão da indústria local precisaria considerar não apenas o mercado interno, mas também a possibilidade de comercialização da produção para outras regiões.
"Mas existe outro agravante: Mato Grosso não é um estado consumidor. Nós estamos longe dos grandes centros consumidores. A indústria que instalar aqui a sua planta industrial, com certeza, vai ter que exportar o excedente", afirmou.
Apesar dos desafios, Zaeli avaliou que o ambiente de negócios melhorou nos últimos anos. "O governo atual criou um ambiente melhor de negócios aqui no Mato Grosso e caminha lentamente, mas temos fatos positivos", disse.
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