Arte/HNT

Otaviano Pivetta (Republicanos), Wellington Fagundes (PL), Natasha Slhessarenko (PSD), Maurício Coelho (Mobiliza), Rafael Millas (Missão) e o Sargento Laudicério Machado (Agir).
As campanhas ao Governo de Mato Grosso já movimentaram R$ 15,4 milhões em receitas e R$ 8,7 milhões em despesas contratadas, segundo dados declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O dinheiro, porém, está concentrado em poucas candidaturas: Wellington Fagundes (PL) lidera tanto a arrecadação quanto os gastos, enquanto Otaviano Pivetta (Republicanos) aparece com o segundo maior caixa, mas mantém despesas bem abaixo do volume arrecadado. No total, as chapas ainda têm R$ 6,68 milhões em recursos que não foram convertidos em despesas contratadas.
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Dos seis candidatos registrados na disputa, quatro já apresentaram movimentação financeira à Justiça Eleitoral. Sargento Laudicério (Agir) e Mauricio Coelho de Souza Junior (Mobiliza), por outro lado, ainda aparecem no sistema sem prestação de contas apresentada até a atualização dos dados.
Apesar dos valores milionários, nenhuma das campanhas que declarou movimentação ultrapassou o teto de R$ 7.115.522,46 estabelecido para gastos no primeiro turno da eleição estadual.
WELLINGTON LIDERA ARRECADAÇÃO E GASTOS
Wellington Fagundes é o candidato que mais movimentou dinheiro na corrida pelo Palácio Paiaguás. A campanha do senador declarou R$ 5,5 milhões em receitas e R$ 4.305.700 milhões em despesas contratadas, liderando os dois rankings.
A maior parte dos recursos veio do próprio partido. A Direção Nacional do PL repassou R$ 4,8 milhões, o equivalente a 87,02% da arrecadação, enquanto o diretório estadual da sigla destinou outros R$ 310 mil.
O restante do caixa foi formado por doações de pessoas físicas. Entre os maiores aportes estão R$ 100 mil de Rubens Pereira Fagundes, R$ 80 mil de Jean Carlos Lopes Lino, R$ 70 mil de Rodolfo Pereira Fagundes e R$ 50 mil de Clotildes Fagundes Duarte. Wellington também declarou R$ 50 mil em recursos próprios.
Entre as despesas, os maiores contratos são de R$ 700 mil com a D'Moura & Lanhes Sociedade de Advogados, para assessoria jurídica; R$ 600 mil com a Pantanal Filmes Áudio e Imagem Ltda., para produção audiovisual; e R$ 498 mil com a Flexo Mídia Personalizados Ltda., para materiais impressos.
A campanha ainda contratou R$ 750 mil em serviços contábeis, divididos entre a Politiconta Assessoria Contábil, com R$ 400 mil, e a Confistec Assessoria Contábil, com R$ 350 mil. Outros R$ 230 mil foram destinados à DSM Comunicação Ltda.
NATASHA CONCENTRA GASTOS EM VÍDEOS E PESQUISAS
Doutora Natasha (PSD) aparece na segunda posição entre as campanhas que mais gastaram. A candidata declarou R$ 4.589 milhões em receitas e R$ 3.210.861,52 em despesas contratadas.
Assim como Wellington, Natasha depende quase integralmente dos recursos partidários. A Direção Nacional do PSD destinou R$ 4,5 milhões, o equivalente a 98,06% de toda a receita declarada.
Entre as contribuições individuais, estão R$ 52 mil em recursos próprios da candidata e R$ 15 mil de Leonardo Slhessarenko Filho e outros R$ 15 mil de Miguel Slhessarenko Junior.
Do lado das despesas, a maior contratação foi feita com a QAQ Produções de Filmes e Vídeos Ltda., no valor de R$ 950 mil, correspondente a cerca de 30% de tudo o que a campanha já contratou.
Também aparecem entre os principais gastos a Aster Pesquisa e Consultoria Ltda., com R$ 510 mil; a Pirajá Comunicação e Marketing Digital Ltda., com R$ 465 mil; a Opaio Serviços de Comunicação Ltda., com R$ 250 mil; e a Precisão Contábil Ltda., com R$ 225 mil.
PIVETTA TEM SEGUNDO MAIOR CAIXA, MAS GASTA MENOS
Apesar de possuir o segundo maior volume de receitas da disputa, Otaviano Pivetta apresenta uma diferença significativa entre o dinheiro arrecadado e o que já foi contratado em despesas.
O candidato declarou R$ 5,2 milhões em receitas, ficando próximo do volume arrecadado por Wellington, mas registrou apenas R$ 1.238.774,07 em despesas contratadas.
O caixa de Pivetta é formado principalmente por recursos partidários e grandes doações privadas. A Direção Nacional do Cidadania repassou R$ 2 milhões, enquanto a Direção Nacional do União destinou R$ 1 milhão. O próprio candidato declarou outros R$ 500 mil em recursos próprios.
Entre os maiores doadores estão Orcival Gouveia Guimarães, com R$ 350 mil; Adecrescim Pedro de Aguiar, com R$ 300 mil; Romeu Froelich, também com R$ 300 mil; e Carlos Ivan Missel Biancon, com R$ 204.020,00.
Nas despesas, cerca de 85% dos recursos contratados estão concentrados em duas empresas: a Plano B Produtora de Filmes Ltda., que recebeu R$ 700 mil, e a Renca Comunicação Ltda., com R$ 350 mil.
Pivetta também declarou R$ 100 mil ao Facebook Serviços Online do Brasil Ltda. para impulsionamento digital e outros R$ 22.294,00 à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato).
MILAS CONCENTRA CAIXA VINDO DO PARTIDO
Rafaell Milas (Missão) aparece na quarta colocação, com uma movimentação financeira muito inferior à dos três principais concorrentes. A candidatura declarou R$ 102.914,00 em receitas e apenas R$ 37,82 em despesas.
Quase todo o dinheiro arrecadado veio do próprio partido. A Direção Nacional do Missão repassou R$ 100 mil, o equivalente a 97,17% da receita. O candidato declarou ainda R$ 1.600 em recursos próprios e R$ 1.314 provenientes de financiamento coletivo.
Dos gastos registrados, R$ 36,32 correspondem a serviços da plataforma QueroApoiar.com.br Ltda. Outros R$ 1,50 foram destinados a encargos bancários.
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