Em Cuiabá, a senadora e ex-ministra da Agricultura Tereza Cristina (PP-MS) criticou a condução do Ministério da Agricultura durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que a Pasta perdeu força e protagonismo nos últimos quatro anos. Durante ato de campanha da candidata ao Senado Margareth Buzetti (PP) nesta quarta-feira (9), a parlamentar também explicou por que não aceitou compor como vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e disse ter colocado sua experiência no agronegócio à disposição do presidenciável.
Na avaliação de Tereza, o Ministério da Agricultura, que era comandado pelo adversário de Buzetti no pleito, Carlos Fávaro (PSD), deixou de ocupar o mesmo espaço político que tinha durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado. A senadora, que foi chefe da Pasta no governo bolsonarista, atribuiu a mudança à falta de apoio do Palácio do Planalto e afirmou que a atual administração teria priorizado o MST em detrimento dos produtores rurais.
“O Ministério da Agricultura era um dos três principais ministros daquela época. Então eu acho que o Ministério perdeu muito nesses quatro anos. Por quê? Porque não teve o apoio do governo. Este governo preferiu apoiar o MST do que apoiar os agricultores aqui, como vocês têm aqui no Mato Grosso, que são produtores que fazem a riqueza do país acontecer. Não só na produção interna, mas também nas exportações, puxando o PIB do Brasil”, afirmou.
Tereza comparou ainda a estrutura e o peso político que, segundo ela, a Pasta possuía durante sua passagem pelo governo Bolsonaro com o cenário atual.
“O Ministério da Agricultura que eu fui ministra era outro ministério, era um ministério muito maior, um ministério que tinha muito mais força. O presidente Bolsonaro dava um status diferente para o Ministério da Agricultura do que o presidente Lula deu”, declarou.
Ao comentar a disputa presidencial de 2026, Tereza também explicou por que não foi escolhida como candidata a vice de Flávio Bolsonaro. Segundo ela, a decisão não partiu de uma negativa pessoal ao projeto, mas da posição adotada pelo Progressistas, que optou por permanecer neutro na eleição presidencial.
“Eu não consegui convencer o meu partido para que eu pudesse ser vice do Flávio. Os progressistas preferiam ficar na neutralidade, e aí eu não tinha como ser”, explicou.
Mesmo sem integrar oficialmente a chapa, Tereza afirmou que mantém diálogo com Flávio e tem discutido com o candidato propostas relacionadas ao agronegócio. A senadora disse que pretende contribuir com sua experiência no setor caso ele avance na disputa pela Presidência.
“Conversei muito com o Flávio sobre o agro, mostrando para ele, enfim, eu me coloquei à disposição para ajudar no que for possível para mudar. Ele vai ser nosso presidente e vai com certeza mudar a situação, não só da economia brasileira e isso vai beneficiar o agro”, afirmou.
Tereza, porém, fez questão de afastar a possibilidade de um compromisso para assumir novamente o Ministério da Agricultura em um eventual governo de Flávio. Segundo ela, a disposição é atuar como conselheira e contribuir com o conhecimento acumulado ao longo da trajetória no setor.
“Eu me coloquei à disposição como uma pessoa, uma conselheira de quem já passou, já viveu e vive o agro brasileiro para poder ajudá-lo do que for preciso, não para ser ministra, não existe esse compromisso”, disse.
A passagem de Tereza por Mato Grosso ocorreu durante a agenda de campanha de Margareth Buzetti, que disputa uma vaga ao Senado pelo Progressistas.
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