O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que buscará manter uma relação institucional respeitosa com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caso o presidente vença o segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25). Apesar de apoiar Flávio Bolsonaro (PL), Pivetta disse que aceitará o resultado das urnas, mas pretende cobrar maior participação do governo federal na segurança pública de Mato Grosso.
“Se isso acontecer, eu vou aceitar, como todo brasileiro deveria, e buscar um relacionamento institucional respeitoso”, declarou o governador durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (21).
Na sequência, Pivetta criticou a atuação da União no combate à criminalidade no estado. “O governo federal não contribui em nada para a segurança pública no estado de Mato Grosso. Mas não é de agora, não é de agora”, afirmou.
O governador disse que pretende chamar a atenção do futuro presidente para a necessidade de reforçar a segurança na fronteira com a Bolívia. Segundo ele, a extensão territorial da divisa exige maior participação das forças federais, para que as forças estaduais possam concentrar esforços no combate aos crimes dentro de Mato Grosso.
PIVETTA COBRA ATUAÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS
Pivetta destacou que Mato Grosso tem cerca de 900 quilômetros de fronteira com a Bolívia e argumentou que a responsabilidade pela vigilância é do Brasil, não apenas do estado.
“Nós temos uma fronteira de 900 quilômetros, que não é a divisa do Mato Grosso com a Bolívia, é a divisa do Brasil com a Bolívia”, disse.
O governador defendeu maior participação do Exército e das Forças Armadas no monitoramento da região. Na avaliação dele, uma presença federal mais efetiva permitiria direcionar policiais, inteligência e recursos estaduais para enfrentar a criminalidade dentro do território mato-grossense.
“Eu vou convidar o presidente [...] a cumprir com essa obrigação básica, que é fazer a vigilância da fronteira”, declarou.
Pivetta não detalhou quais medidas pretende apresentar ao governo federal nem mencionou uma proposta formal de cooperação durante a coletiva. A cobrança, segundo ele, deverá fazer parte do diálogo institucional com quem assumir a Presidência.
GOVERNADOR DECLARA APOIO A FLÁVIO
Apesar de afirmar que respeitará uma eventual vitória de Lula, Pivetta voltou a manifestar apoio a Flávio Bolsonaro. Ao falar sobre a disputa presidencial, classificou o senador como uma esperança de mudança para o país e disse que o considera capaz de indicar caminhos para melhorar o Brasil.
Questionado sobre acusações de envolvimento de Flávio com o empresário Daniel Vorcaro, o governador afirmou que prefere deixar a questão sob responsabilidade da Justiça, sem apresentar as acusações como fatos comprovados.
Pivetta também criticou a discussão sobre abertura de sigilos às vésperas da votação e classificou a iniciativa como uma “falácia”.
A posição do governador combina apoio político a Flávio Bolsonaro com a promessa de manter diálogo institucional com Lula, caso o petista seja escolhido pelos eleitores. Para Pivetta, a relação com o governo federal deverá ser pautada pelas demandas de Mato Grosso, especialmente na área de segurança pública e no controle da fronteira.
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