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Política Quarta-feira, 21 de Outubro de 2026, 14:40 - A | A

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Quarta-feira, 21 de Outubro de 2026, 14h:40 - A | A

AGUARDA INVESTIGAÇÃO

Júlio Campos diz que “não acredita muito” em suspeita de compra de votos na Câmara de VG

Parlamentar aponta estranheza no intervalo entre o pleito de maio e a deflagração da operação, lembra que a disputa foi apertada e comenta episódio de abordagem policial com valores em espécie

BIANCA MORTELARO
Da Redação/ Do Local

HNT

JÚLIO CAMPOS

O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) afirmou que “não acredita muito nessa história” ao comentar a Operação Cathedra Venalis, que cumpriu mandados de busca e apreensão contra 15 vereadores de Várzea Grande e Cuiabá para investigar suspeitas de corrupção e negociação de votos na eleição da Mesa Diretora da Câmara várzea-grandense. O parlamentar disse ter recebido a operação com estranheza e questionou o intervalo entre a disputa, realizada em maio, e a deflagração da investigação, em outubro.

Ao avaliar as suspeitas apuradas pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), Júlio questionou os fundamentos da investigação e ponderou que a eleição foi disputada voto a voto. A chapa de Wanderley Cerqueira (MDB) venceu a composição liderada por Lucas Chapéu do Sol (PL) por 12 votos a 11, resultado que foi posteriormente anulado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Para mim foi uma surpresa. Não sei qual o fundamento do Gaeco com relação às denúncias que tiveram, que parece que é compra de voto. Eu não acredito muito nessa história, porque se houve essa compra de voto, houve também uma disputa renhida”, declarou o deputado, nesta quarta-feira (21).

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O deputado reforçou que prefere aguardar o andamento das apurações antes de tirar conclusões sobre a existência de irregularidades.

“O Wanderley ganhou a eleição do Lucas por um voto, quer dizer, há uma bancada hoje bastante disputada lá em Várzea Grande, eu não acredito também que tenha algum fundamento, mas vamos aguardar. A polícia está investigando e só cabe a nós ver o que vai ocorrer daqui pra frente”, afirmou.

Indagado se considera a operação uma possível perseguição política, Júlio voltou a demonstrar desconfiança e comparou o caso às denúncias envolvendo a administração da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL).

“É meio estranho, né? Porque há várias denúncias que já fizeram com relação à administração municipal, da gestão da prefeita Flávia Moretti, e nunca houve nenhum prosseguimento. Essa da Câmara Municipal também, não sei se tem fundamento ou não, mas é meio estranho, né? Porque esse fato foi em maio, fazer uma operação agora em outubro, novembro”, disse.

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O parlamentar também mencionou a abordagem policial aos vereadores de Cuiabá Alex Rodrigues e Ilde Taques, que ocorreu durante o período de articulações políticas em Várzea Grande. Na ocasião, foram localizados R$ 40 mil em espécie no veículo abordado.

Júlio afirmou que, segundo a versão que ouviu, o dinheiro seria destinado ao pagamento de serviços relacionados a uma chácara, mas não apresentou documentação que comprovasse essa finalidade.

“O mais grave é que logo após os dois vereadores visitantes, o Alex Rodrigues e o vereador Ilde Taques, se não me engano, estava com dinheiro para fazer o pagamento da sua chácara de serviços de empreiteiros e foi agora até tido como envolvido no assunto. Então é uma coisa muito polêmica. Eu gostaria de não participar muito, porque já está terminando meu mandato”, afirmou.

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Deflagrada em 20 de outubro, a Operação Cathedra Venalis cumpriu 30 mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães, com mobilização de mais de 200 agentes. Entre os alvos estão 13 vereadores de Várzea Grande e dois de Cuiabá.

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