O ex-vice-prefeito de Várzea Grande, Tião da Zaeli (PL), reagiu às suspeitas mencionadas ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) pelo vereador Caio Cordeiro (Novo) no âmbito da Operação Cathedra Venalis, que investiga um suposto esquema de corrupção na Câmara. Tião questionou as declarações do vereador e cobrou a apresentação de provas que sustentem as acusações.
Tião afirmou estar à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos e disse que Caio deve comprovar o que relatou aos investigadores, seja por meio de documentos, gravações ou mensagens.
"Eu acho que ele tem agora a oportunidade de provar. Até porque a Justiça pode ser feita tanto para mim quanto para ele", falou Zaeli com exclusividade ao HNT nesta quarta-feira (21).
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Ao comentar as declarações de Caio, Tião levantou suspeitas sobre a motivação do vereador e afirmou que ele poderia estar atuando em favor de terceiros.
"Eu acho que ele está trabalhando em favor de alguém. Ele está prestando serviço para alguém, porque eu nunca tive nenhum problema com ele", disse.
Tião também defendeu que a Justiça cobre do parlamentar elementos concretos. "Se ele tem uma conversa minha no WhatsApp falando isso para ele, é uma prova", afirmou.
DEPOIMENTO AO GAECO
No depoimento prestado ao Gaeco, Caio Cordeiro relatou que Tião solicitou apoio à reeleição de Wanderley Cerqueira (MDB) para a presidência da Câmara de Várzea Grande. Segundo o vereador, durante a articulação foi mencionada a possibilidade de cassação da prefeita Flávia Moretti. Com a renúncia de Tião, a perda do mandato de Flávia pavimentaria a posse de Wanderley ao comando do Executivo.
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O relato também aponta uma suposta articulação para a privatização do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE-VG). Conforme o depoimento, os vereadores que votassem a favor receberiam R$ 500 mil cada.
As declarações integram a investigação da Operação Cathedra Venalis, deflagrada pelo Gaeco nesta terça-feira (20) para apurar suspeitas de compra de votos, pagamento de vantagens indevidas e outras irregularidades relacionadas à eleição da Mesa Diretora da Câmara.
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