O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) afirmou que se sentiu “triste” e “desafiado” ao visitar o Departamento de Água e Esgoto (DAE) de Várzea Grande. Após dialogar com a diretoria e com servidores que acompanham a trajetória da autarquia, Pivetta compartilhou suas impressões sobre o contraste entre o propósito da instituição e a realidade encontrada.
“Fui ver o DAE, visitei. Conversei muito com o diretor do DAE, conversei com algumas pessoas que trabalham lá há muito tempo. Confesso que fiquei um pouco triste com a situação de uma empresa de saneamento que tem como missão oferecer água de qualidade para todo o povo de Várzea Grande”, afirmou o gestor ao ser questionado pela imprensa em coletiva nesta sexta-feira (3).
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Apesar da avaliação negativa sobre o estado atual da empresa de saneamento, o governador ressaltou que o cenário serviu como um “desafio” para novas medidas, classificando a situação como um "flagelo" que exige uma solução definitiva.
“Mas eu, por outro lado, me senti desafiado a ajudar a resolver esse problema. Então vocês terão notícias em breve das ações que nós vamos tomar junto com o Município de Várzea Grande. Para começar um trabalho intenso e determinado para virar essa página e libertar Várzea Grande desse flagelo que é não ter água nas casas, as pessoas humildes não terem água em casa”, ressaltou.
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A motivação para a intervenção estadual também foi pautada pelo contato direto com a população local. Pivetta relatou ter sido interpelado por moradores que clamam pelo direito básico ao acesso à água, o que, segundo ele, torna impossível a manutenção da passividade diante do problema.
“Eu ouvi de muitas donas de casa nos últimos dias que andei por aí, esse pedido, esse clamor, né? Isso realmente sensibiliza qualquer governante”, concluiu.
ENTENDA
A crise no saneamento básico de Várzea Grande é caracterizada por um déficit operacional e financeiro histórico no DAE. Atualmente, a gestão municipal enfrenta dificuldades para viabilizar socorro financeiro à autarquia devido a um impasse político na Câmara Municipal, onde projetos de lei que autorizam repasses de recursos e o programa de Refis (renegociação de dívidas) encontram-se paralisados.
De acordo com a prefeita Flávia Moretti (PL), o "estado caótico", conforme já mencionado, do DAE impede que a arrecadação flua e que melhorias imediatas sejam implementadas sem o aval do Legislativo. Como estratégia a longo prazo, a prefeitura aposta na concessão privada do órgão, processo que já está em fase de consulta pública, mas que também dependerá de aprovação parlamentar.
Enquanto as soluções estruturais tramitam, o governo do Estado tem buscado destravar investimentos na cidade, tendo anunciado recentemente o repasse de R$ 54,2 milhões para diversas obras de infraestrutura e pavimentação no município.
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