O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a construção da rotatória na Avenida Fernando Corrêa será concluída. A obra prevê a retirada de 50 ipês e é alvo de uma ação do Ministério Público (MPMT), que ingressou com pedido de liminar no Tribunal de Justiça (TJMT) para suspender o corte das árvores. O prefeito afirmou que mantém diálogo com o órgão e acredita que conseguirá demonstrar a necessidade da execução do projeto.
"Nós vamos justificar. Precisamos remover as árvores para dar continuidade à obra. A obra não vai ser paralisada. Vamos continuar e apresentar as justificativas ao Ministério Público", declarou Abilio Brunini à imprensa na sexta-feira (3).
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Segundo o anteprojeto elaborado pela Secretaria Municipal de Obras, a implantação da rotatória, em frente à empresa Copagás, no bairro São Francisco, na saída de Cuiabá para Rondonópolis, é necessária para aumentar a segurança de aproximadamente 3,3 mil famílias que residem nos condomínios Florais do Cerrado e Parque do Cerrado.
O documento também cita uma recomendação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), que aponta a necessidade da intervenção para melhorar a acessibilidade e reorganizar o fluxo de veículos no trecho. Na tentativa de reduzir o impasse com o Ministério Público, o prefeito sugeriu que as árvores sejam removidas com o recorte do pavimento para posterior replantio em outro local.
"Se o Ministério Público quiser que a gente arranque metade da avenida para levar a árvore para outro canto, a gente para o trânsito da Fernando Corrêa durante uma semana, remove a árvore e faz a obra do mesmo jeito", ironizou.
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Na ação, o MP responsabiliza a Prefeitura de Cuiabá pelos supostos danos ambientais e climáticos decorrentes da intervenção e pede a condenação do município ao pagamento de indenização de R$ 500 mil.
Além disso, o órgão requer a recomposição das árvores adultas removidas em intervenções viárias e a revisão das autorizações concedidas fora de critérios técnicos adequados, com a apresentação de relatório contendo todos os atos administrativos que fundamentaram supressões arbóreas realizadas nos últimos dois anos.
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