O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos) criticou a falta de atuação do Senado Federal diante da crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, Pivetta defendeu a redução do mandato de senador de oito para quatro anos, com direito a apenas uma reeleição.
“Todas as situações do STF? É uma grande confusão. Virou um cavalo de batalha. O Senado Federal deveria se pronunciar sobre isso. Os senadores que nós elegemos deveriam estar dando satisfação para o povo nesse momento”, afirmou em entrevista nesta quarta-feira (9).
Ao defender uma atuação mais efetiva da Casa, o governador argumentou que os parlamentares têm evitado enfrentar um debate que, segundo ele, deveria estar sendo conduzido pelo próprio Senado.
“Porque quem deveria estar comentando sobre o STF é o Senado Federal. São os senadores. Está faltando [atuação], porque eles estão cumprindo o mandato. Eles deveriam estar reunidos nesse momento, num momento de crise, numa instituição importante como é o STF”, declarou.
Pivetta também aproveitou para defender uma reforma política. Na avaliação do governador, o longo tempo de permanência dos senadores nos cargos contribui para o distanciamento entre o Parlamento e os anseios da população.
“Têm que acabar com o mandato de oito anos de senador, tem que ser quatro anos apenas e uma reeleição só. Nós temos que mudar no Brasil. Nós temos que mudar os políticos do Brasil. Mudar o parlamento, colocar ideias novas, colocar pessoas com outros pensamentos, com compromisso com o sentimento popular. Que esses aí não têm, né? Tudo indica que não têm”, disse.
Pela Constituição Federal, cabe ao Senado processar e julgar ministros do Supremo Tribunal Federal nos casos de crimes de responsabilidade, além de aprovar indicações para a Corte. O papel da Casa tem sido alvo de debate entre setores políticos que defendem uma atuação mais incisiva dos senadores diante dos conflitos envolvendo o Judiciário.
Na avaliação de Pivetta, o atual cenário exige uma resposta institucional urgente para evitar o agravamento da crise.
“O Senado, que é o órgão regulador do STF, deveria estar reunido extraordinariamente para estudar esse caso e resolver. Não deixar o Brasil todo, os brasileiros, nessa ansiedade, nesse sentimento de indignação. Faz mal”, concluiu.
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