A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) declarou apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e às candidaturas do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) e da suplente Margareth Buzetti (PP) ao Senado Federal. A manifestação ocorreu nesta quarta-feira (9) durante ato político em Cuiabá, onde a parlamentar também defendeu uma atuação mais dura contra a violência contra mulheres e crianças e afirmou que os conservadores devem voltar ao poder em 2026.
“Eu tinha vários lugares para ir essa semana, mas eu vim aqui. Porque é aqui o estado da mulher que criou a maior lei penal do Brasil”, afirmou Damares em referência ao trabalho de Buzetti no Congresso Nacional na criação e defesa de medidas de combate ao feminicídio.
Em tom de campanha, a senadora fez um apelo aos eleitores e citou diretamente Buzetti e Pivetta ao falar sobre o combate à violência sexual.
“Eu vim mandar um recado para todos os estupradores do Brasil: e o recado é... Acabou para vocês! Os conservadores vão voltar para o poder. Nós vamos governar. Essa nação acabou para pedófilos, acabou para os estupradores. Porque Margareth Buzetti vai ser senadora. Porque o Pivetta vai ser governador”, declarou em discurso.
Damares também citou a violência contra mulheres indígenas e defendeu que as medidas de proteção às vítimas sejam aplicadas dentro das aldeias. Durante o evento, Ysani Kalapalo, representante das mulheres indígenas do Xingu, foi mencionada pela senadora.
“Chega de miséria, chega de fome e chega de violência. 2026 nós vamos dar um recado nas urnas. Inclusive está aqui no plenário, que não pode subir por causa de uma lei eleitoral, mas está aqui representado o Xingu, Ysani Kalapalo, veio em nome das mulheres indígenas para dizer que Mato Grosso não suporta mais a violência contra a mulher indígena. E você, Pivetta, Mauro e esse time vamos mandar um recado: Lei Maria da Penha também vale para as aldeias”, afirmou.
Em entrevista, Damares foi questionada sobre a possibilidade de integrar um eventual governo de Pivetta. A pergunta fazia referência a uma brincadeira feita durante a campanha do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), quando a senadora teria sido citada para assumir a área da Educação.
“Eu queria ser secretária de Direitos Humanos do Pivetta”, disse, em tom descontraído.
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