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Política Quarta-feira, 09 de Setembro de 2026, 21:44 - A | A

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Em Cuiabá, Damares mira STF e diz que eleição de 2026 será ‘plebiscito’ entre 'bem e o mal'

Em ato político com Margareth Buzetti, senadora afirmou que o pleito dividirá o país entre o "bem e o mal" e prometeu Senado mais rígido contra a Suprema Corte

BIANCA MORTELARO E CAMILA RIBEIRO
Da Redação/Do Local

Camila Ribeiro/HNT

DAMARES ALVES, MARGARETH BUZETTI E VIRGINIA MENDES

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) afirmou, nesta quarta-feira (9), em Cuiabá, que a eleição de 2026 será um “plebiscito” em que os brasileiros terão de escolher entre o “bem e o mal” e entre “miséria e prosperidade”. Durante ato de campanha da candidata ao Senado Margareth Buzetti (PP), a parlamentar também defendeu um Senado mais atuante diante do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que pedidos de impeachment contra ministros da Corte deverão ser aprovados sempre que houver, na avaliação dos senadores, prática de irregularidades.

“Não só um, vai passar quantos impeachment forem necessários. Quem cometer erro vai ter que pagar com seu erro, não tem intocáveis no país. E agora com esse Senado forte que nós estamos construindo, nós temos que colocar as coisas nos seus devidos lugares”, declarou.

Em discurso, Damares criticou o que classificou de crise de insegurança jurídica e de perda de credibilidade das instituições brasileiras. A senadora também declarou apoio à Margareth Buzzeti e ao ex-governador de Mato Grosso Mauro Mendes (União Brasil) para fortalecer o enfrentamento e a atuação do Senado.

“O Brasil está sendo passado a limpo. Estamos vivendo um momento difícil porque uma Suprema Corte no Brasil jogou a nação brasileira numa das suas piores crises de insegurança jurídica, numa das piores crises de incredulidade nas instituições. Mas nesse palco estão três mulheres que têm a coragem de transformar aquele Senado num Senado corajoso, não num Senado covarde. E essas três mulheres são eu, Tereza e estamos aguardando a Margareth Buzetti. Claro que o Mauro junto, tá?”, afirmou Damares.

A parlamentar elevou o tom ao falar sobre a disputa eleitoral de 2026 e classificou a eleição como uma escolha entre projetos que, segundo ela, representam lados opostos.

“A nação brasileira está doente. E em 2026 não será uma eleição, será um plebiscito. E nós vamos ter que escolher entre o bem e o mal. Em 2026 nós vamos ter que escolher entre miséria e prosperidade”, declarou.

A fala ocorre em meio ao acirramento do debate entre setores políticos e o Supremo Tribunal Federal, especialmente em torno dos limites de atuação da Corte e do papel do Senado na fiscalização de seus integrantes. Pela Constituição, cabe ao Senado processar e julgar ministros do STF em casos de crime de responsabilidade.

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