O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), admitiu a possibilidade de rever as 56 demissões de servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Pivetta atribuiu os desligamentos, que têm repercutido desde o início do mês, ao encerramento de um contrato de prestação de serviços, mas convidou os trabalhadores para uma reunião e não descartou a possibilidade de assinar um aditivo para atender às reivindicações.
Pivetta esteve, nesta terça-feira (28), em uma reunião da Comissão de Saúde na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Também estavam presentes servidores do Samu e o médico Fernando Figueira, em nome da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde.
"A gente pode rever. Isso foi um contrato que venceu. Podemos fazer um aditivo, renovar. Vamos decidir isso juntos para o bem do estado de Mato Grosso. Vamos falar sobre isso com muita tranquilidade", ponderou o governador em fala direcionada aos servidores.
Além das demissões, os servidores questionam a paralisação de âmbulâncias e a integração com o Corpo de Bombeiros. Segundo os trabalhadores, a redução de 30% no número de socorristas resultou na paralisação de 60% da frota do Samu na baixada cuiabana. Em contrapartida, o Corpo de Bombeiros tem passado a coordenar as operações.
Apesar de defender a integração, Pivetta foi ameno e buscou um tom conciliador com os servidores impactados. A reunião, segundo o governador, pode acontecer ainda nesta semana.
"É preciso que a gente seja honesto. Não quero criar uma encrenca, uma briga, onde não precisa ter briga. Não quero brigar com os servidores do estado de Mato Grosso. Eu posso não ter a simpatia da maioria deles, mas vou respeitar cada um deles e cumprir com minha obrigação de governante que é provisória. Tenho o mandato agora, que é provisório, vou fazer o melhor que puder até o final do ano em nome da minha responsabilidade com todo povo de Mato Grosso", afirmou.
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