O empresário Odílio Balbinotti (PL), primeiro suplente eleito ao Senado na chapa de Zé Medeiros (PL), minimizou as denúncias sobre um passeio de lancha do senador com empresários e garotas de programa, em 2020, e classificou as informações como "fake news". Odílio atribuiu a publicidade ao episódio à reta final das eleições, sendo uma tentativa dos adversários de enfraquecer a candidatura do bolsonarista que aparece empatado com o presidente Lula (PT) em pesquisa do Datafolha.
Odílio afirmou que tomou conhecimento da reportagem publicada pela revista Piauí na noite anterior e que não pode se aprofundar a para validar as informações. Mesmo assim, reforçou a defesa a Flávio.
"Eu acredito que essa notícia que saiu ontem aqui em Mato Grosso deve ser uma fake news. Mas isso aí, de novo, vai ter que ir lá para a Nacional e o Flávio vem com uma resposta, porque ele é que tem condição de responder, não eu. Mas, de novo, são fake news", falou Odílio à Verde FM nesta quinta-feira (22).
A reportagem da revista Piauí descreve um encontro ocorrido em julho de 2020, em Brasília, entre Flávio Bolsonaro, o empresário Danilo Berndt Trento, o empresário Francisco Maximiano e outras pessoas. Segundo a publicação, o grupo realizou um passeio de lancha no Lago Paranoá, com a presença de garotas de programa levadas de São Paulo.
Ainda conforme a revista, durante o passeio, Flávio teria descido à cabine da embarcação acompanhado das mulheres. A reportagem também afirma que Trento teria presenteado o senador com um relógio Rolex ao final do encontro.
O relato associa a aproximação entre os empresários e o parlamentar às tratativas para a venda da vacina Covaxin ao Ministério da Saúde durante a pandemia de covid-19. As informações são atribuídas à reportagem da revista.
Danilo Trento integrou a chapa ao Senado de Janaina Riva (MDB) como primeiro suplente. Ele também foi citado nas investigações sobre a negociação da Covaxin e na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia, realizada em 2021.
A Precisa Medicamentos, empresa ligada à negociação, atuava como intermediária na tentativa de venda de doses da vacina indiana ao governo federal. O contrato acabou cancelado após denúncias de irregularidades levantadas por servidores do Ministério da Saúde, sem que houvesse pagamento público pelo acordo.
Ao final dos trabalhos, a CPI recomendou o indiciamento de Flávio Bolsonaro, Danilo Trento e Francisco Maximiano, entre outros nomes.
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