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Política Quinta-feira, 22 de Outubro de 2026, 20:04 - A | A

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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2026, 20h:04 - A | A

VEJA VÍDEO

Mulher aparece retirando adesivo de Lula com faca em ponto de ônibus da UFMT

Após representação do Coletivo Para Todos ao MPF cobrando apuração sobre supostas ameaças e notas do PL Jovem defendendo manifestações pacíficas, vídeo de mulher removendo adesivo político com faca no campus ganha repercussão

BIANCA MORTELARO
Da redação

MANIFESTANTE COM FACA NA UFMT

O vídeo de uma mulher usando uma faca para retirar um adesivo em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um ponto de ônibus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), ganhou repercussão nas redes sociais. O episódio veio à tona no mesmo dia em que o Coletivo Para Todos Mato Grosso publicou uma nota denunciando possíveis ameaças à comunidade acadêmica após divulgação de uma manifestação pró-Flávio Bolsonaro (PL) no campus. 

O coletivo encaminhou uma representação ao Ministério Público Federal (MPF), solicitando a apuração da origem de mensagens compartilhadas em aplicativos de conversa que mencionariam armas e canivetes. A entidade também pediu medidas preventivas para garantir a segurança de estudantes, professores e servidores da universidade.

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Segundo o grupo, capturas de tela que circulam nas redes e em aplicativos de mensagens levantam preocupação sobre possíveis intimidações no ambiente acadêmico. A autenticidade das conversas e a existência de risco concreto, contudo, dependem de apuração.

Em nota, o PL Jovem MT afirmou que a mobilização tem como objetivo exercer o direito à manifestação política e defender a pluralidade de ideias dentro da universidade. A organização também contestou interpretações sobre as mensagens que circulam em grupos virtuais e ressaltou que os comentários individuais não representam necessariamente a posição oficial do movimento.

“Reiteramos, sem margem para dúvidas: estamos organizando uma manifestação pacífica, não um confronto. Não compactuamos com violência, ameaças, intimidação ou qualquer tentativa de impedir outras pessoas de exercerem seus direitos”, declarou a organização.

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O grupo também manifestou preocupação com a circulação de informações que considera alarmistas e pediu responsabilidade na divulgação de relatos sobre cancelamentos de aulas e possíveis riscos à comunidade acadêmica. Na avaliação da organização, as informações devem ser verificadas antes de serem tratadas como conclusões.

O PL Jovem acrescentou que o grupo de mensagens citado é aberto e permite a participação de diferentes pessoas. Por isso, argumentou que manifestações individuais não devem ser automaticamente atribuídas à organização nem interpretadas como orientações oficiais do movimento.

As notas, tanto do coletivo que denunciou as supostas ameaças, quanto do PL Jovem, foram emitidas antes da circulação do vídeo da manifestante com a faca. Até o momento, nenhuma entidade se manifestou à respeito do episódio.

VEJA VÍDEO:

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