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Cidades Quinta-feira, 22 de Outubro de 2026, 14:30 - A | A

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Quinta-feira, 22 de Outubro de 2026, 14h:30 - A | A

ESCALADA DE TENSÕES

Coletivo denuncia ameaças de ataque armado contra alunos e professores da UFMT

Mensagens divulgadas pelo grupo mencionam armas, canivetes e intenção de agredir integrantes da comunidade acadêmica; registros foram encaminhados ao Ministério Público Federal

GABRIEL BARBOSA
Da Redação

REPRODUÇÃO

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O Coletivo Para Todos Mato Grosso denunciou ameaças de violência armada contra estudantes, professores e outros integrantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. Em nota divulgada nesta quinta-feira (22), o grupo afirmou ter recebido denúncias anônimas acompanhadas de capturas de tela de conversas que mencionariam armas, canivetes e planos de agressão dentro do campus.

Segundo o coletivo, todo o material reunido foi encaminhado ao Ministério Público Federal (MPF), com pedido de apuração, identificação dos possíveis envolvidos e responsabilização nas esferas cível e criminal, caso sejam constatadas irregularidades.

Entre as mensagens divulgadas estão frases como “amanhã teremos uma nova missão” e “não esquecem o canivete”. Outra conversa menciona a possibilidade de agredir estudantes ou professores. Há ainda um diálogo em que uma pessoa pede que outra permaneça com uma arma na cintura no dia seguinte.

O conteúdo foi apresentado pelo coletivo como indício de uma possível escalada de violência contra a comunidade universitária. No entanto, não há, no material fornecido, confirmação sobre a autoria das mensagens ou a identidade dos envolvidos. Até o momento, não foram registrados ataques. 

COLETIVO COBRA PROVIDÊNCIAS

Na nota, o Para Todos afirma que as mensagens teriam surgido após a baixa adesão a uma manifestação realizada recentemente na universidade. Conforme a versão apresentada pelo grupo, as conversas indicariam uma intenção de intensificar os conflitos, com ameaças de agressões físicas e uso de armas.

O coletivo classificou a situação como uma ameaça à segurança de estudantes, docentes, técnicos administrativos e trabalhadores terceirizados. Também cobrou da administração superior da UFMT e dos órgãos competentes medidas de prevenção e proteção à comunidade acadêmica.

“A violência nunca será método de disputa em nosso espaço”, afirma o grupo no documento.

A publicação foi divulgada nas redes sociais e provocou manifestações de usuários que cobraram esclarecimentos e providências da universidade. Nos comentários, internautas demonstraram preocupação com a segurança no campus e pediram a identificação e a responsabilização dos possíveis autores das mensagens.

Até a elaboração desta reportagem, o material disponibilizado não incluía um posicionamento oficial da UFMT sobre as denúncias.

HISTÓRICO DE TENSÃO POLÍTICA

A denúncia ocorre em meio a uma sequência de embates políticos envolvendo estudantes, apoiadores da direita e lideranças políticas em Mato Grosso.

No dia 9 de outubro, um confronto no Restaurante Universitário da UFMT envolveu o deputado estadual eleito Ulysses Moraes, o influenciador Vinicius Santana e estudantes. Na ocasião, os envolvidos divulgaram versões divergentes sobre o episódio, incluindo uma alegação de agressão que não havia sido confirmada de forma independente no material analisado pelo HiperNotícias.

Nos dias seguintes, a universidade também esteve no centro de discussões sobre manifestações políticas no campus e declarações do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), direcionadas a estudantes e professores de instituições públicas de ensino.

Em 16 de outubro, a UFMT informou que encaminharia declarações do prefeito à Procuradoria-Geral Federal para análise de possíveis providências. Já nesta quinta-feira (22), o HNT noticiou uma ação civil pública da Associação dos Docentes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Adunemat) contra Abilio, com pedido de indenização de R$ 100 mil por dano moral coletivo.

INVESTIGAÇÃO

O Coletivo Para Todos afirma ter encaminhado as capturas de tela e os demais registros ao MPF para que sejam apuradas a origem das mensagens e a possível participação dos envolvidos.

A identificação dos autores, a autenticidade das conversas e a existência de risco concreto à comunidade acadêmica dependem de apuração. A reportagem não dispõe de confirmação sobre eventual abertura de investigação formal pelas autoridades.

O espaço permanece aberto para manifestações da UFMT, do Ministério Público Federal e de pessoas eventualmente citadas ou identificadas na apuração.

ORGANIZAÇÃO NEGA INTENÇÃO DE CONFRONTO

Após a repercussão, Julianne Carvalho, vice-presidente do PL Jovem de Mato Grosso e uma das pessoas à frente da organização do ato da juventude de direita na UFMT, afirmou que a manifestação será pacífica e não tem como objetivo provocar tumulto ou ameaçar integrantes da universidade.

Sobre os comentários envolvendo canivetes e pedaços de madeira, Julianne disse que os materiais estavam relacionados à limpeza e à organização do espaço. Em outra publicação, afirmou que o canivete citado em uma conversa teria sido utilizado anteriormente para retirar adesivos de determinados locais.

A organizadora também reconheceu que algumas mensagens feitas em tom de brincadeira foram inadequadas. “Reconhecemos que algumas brincadeiras feitas no grupo foram inadequadas e não podem se repetir”, declarou.

Julianne acrescentou que a organização não pretende permitir confrontos ou atitudes que contrariem o propósito anunciado para o ato. “Nosso compromisso é com uma manifestação organizada, pacífica e responsável”, afirmou.

A declaração apresenta a versão da organização sobre as conversas, mas não esclarece, por si só, a autoria e o contexto de todas as mensagens divulgadas pelo coletivo. A apuração sobre o conteúdo dos registros e eventuais responsabilidades depende da análise das autoridades.

ATO NA UFMT

O ato da juventude de direita foi anunciado para esta quinta-feira (22), às 18h, no estacionamento do Restaurante Universitário da UFMT, em Cuiabá. A convocação nas redes sociais pede que os participantes usem verde e amarelo e levem bandeiras, cartolinas e cartazes.

CONFIRA:

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