A receita caiu 23% na comparação anual, a 66,9 bilhões de coroas suecas, abaixo dos 73,7 bilhões de coroas esperados por analistas consultados pela FactSet. O resultado operacional ajustado ficou negativo em 3,7 bilhões de coroas , ante lucro de 5,8 bilhões de coroas um ano antes.
Na China, as receitas despencaram quase 50%, diante da concorrência crescente de fabricantes locais e da intensa pressão sobre os preços. Nos Estados Unidos, as tarifas de importação e o fim dos incentivos governamentais à compra de veículos eletrificados também prejudicaram as margens.
"Acho que a conclusão é que o ambiente de negócios piorou mais do que prevíamos", afirmou o presidente-executivo, Hakan Samuelsson.
Diante do cenário, a Volvo informou que pretende reduzir suas despesas em mais 5 bilhões de coroas suecas, com cortes de pessoal, redução de custos administrativos e mudanças operacionais. Das 2.500 vagas eliminadas, 2 mil estão na Suécia.
A companhia espera que as medidas tenham efeitos financeiros integrais até o fim de 2027, quando as despesas indiretas deverão estar quase 25% abaixo dos níveis de 2024. A montadora também pretende ampliar o compartilhamento de fornecedores e componentes com o grupo chinês Geely.
A Volvo, que pertence à controladora chinesa Zhejiang Geely Holding, avalia ainda a produção de veículos de diferentes marcas em suas fábricas de Chengdu, na China, e Ghent, na Bélgica.
(Com Agência Estado)
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