A leitura reforça apostas de aumento de 25 pontos-base nos juros em dezembro, para 1,5%. O mercado atribui probabilidade de quase 80% à medida. Na reunião da próxima semana, porém, a expectativa é de manutenção das taxas. O BoJ também divulgará novas projeções econômicas e de inflação.
"Essa aceleração foi digna de nota", afirmou Abhijit Surya, da Capital Economics, destacando que ocorreu apesar da desaceleração dos preços de alimentos frescos e da persistente deflação da energia, parcialmente associada a subsídios do governo.
Para Kento Minami, da Daiwa Securities, o BoJ precisa agora dar mais peso aos riscos de alta da inflação. Segundo ele, caso o próximo relatório de perspectivas destaque esses riscos, haverá espaço para antecipar um novo aumento dos juros.
A fraqueza do iene e a alta do petróleo encarecem matérias-primas importadas, enquanto a demanda ligada à inteligência artificial (IA) também pode pressionar os preços, segundo o BoJ. O presidente da instituição, Kazuo Ueda, já sinalizou maior atenção aos riscos inflacionários.
A inflação que exclui alimentos frescos e energia avançou de 1,9% em agosto para 2,4% em setembro. Economistas apontam as próximas negociações salariais de primavera do Hemisfério Norte, conhecidas como shunto, como decisivas para sustentar o ciclo de crescimento de preços, renda e consumo. A principal central sindical japonesa propôs reivindicar reajustes de 6%, com piso de 5%. Fonte: Dow Jones Newswires.
Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado
(Com Agência Estado)
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