O deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL) classificou o senador Carlos Fávaro (PSD) como “camaleão” durante debate realizado pelo portal Primeira Página, nesta quinta-feira (10), ao criticar a postura do parlamentar em relação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Medeiros afirmou que Fávaro teria um comportamento diferente daquele demonstrado no período eleitoral e usou como exemplo o visual do ônibus utilizado pelo candidato, nas cores verde, amarelo e azul, além da ausência do boné de apoio ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
“É importante a gente observar a forma com que os membros desse governo praticam e como eles falam. Aliás, o senador Carlos Fávaro é mestre nisso, geralmente ele se comporta como camaleão, na campanha é de uma cor e quando chega lá se comporta de outra forma”, afirmou.
Medeiros é aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e faz oposição ao governo Lula, enquanto Fávaro integra a base de apoio do atual presidente no Congresso. O deputado federal chegou a citar o material de campanha de Fávaro para reforçar a crítica política.
“Até o ônibus dele é um ônibus verde, amarelo, azul e branco e ele não está usando mais o boné do MST. Mas tal qual o governo, a gente vê que esse governo é um dos que está acabando com a energia limpa, os parques eólicos e solar e, infelizmente, eles têm um outro discurso”, declarou.
O embate ocorreu durante uma discussão sobre transição energética e políticas para ampliação das fontes renováveis. Fávaro respondeu às críticas do adversário destacando investimentos e políticas voltadas à produção de energia renovável em Mato Grosso, citando principalmente o crescimento da indústria de etanol de milho e atribuiu o avanço do setor a medidas adotadas durante o governo Lula.
“Eu não sei que mundo o senhor vive. Aqui em Mato Grosso nós viramos a maior potência mundial na produção de energia renovável do campo. As maiores indústrias de etanol de milho estão aqui em Mato Grosso, graças ao incentivo do governo, à determinação de aumento da mistura de etanol aos combustíveis”, rebateu.
O senador também relatou a abertura de mercados internacionais para o DDG (grãos secos de destilaria), coproduto da produção de etanol de milho utilizado na alimentação animal. Segundo Fávaro, a ampliação das exportações contribui para a viabilidade econômica da cadeia produtiva e para o fortalecimento das energias renováveis.
Porém, Medeiros voltou a contestar a atuação do governo federal e afirmou que a gestão deveria priorizar as fontes solar e eólica. O deputado criticou ainda medidas que, segundo ele, aumentariam os custos da geração de energia solar e defendeu a manutenção dos parques eólicos.
“Na verdade, esse é o governo das termoelétricas. Esse governo, se quisesse energia limpa, ele não estaria acabando com o nosso parque, ele não estaria taxando o sol. É um governo que ele prestigia o compadrio. Nós somos totalmente contra a taxação do sol e somos contra que acabe com o parque de energia eólica”, afirmou.
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