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Política Quinta-feira, 06 de Agosto de 2026, 22:15 - A | A

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Quinta-feira, 06 de Agosto de 2026, 22h:15 - A | A

OPERAÇÃO HERITAGE

Mauro Carvalho nega participação em acordo investigado pela PF e diz que provará inocência

Secretário-chefe da Casa Civil afirma que não ocupava cargo público durante tramitação do processo entre Governo de MT e Oi e nega benefício financeiro

DA REDAÇÃO

Camila Ribeiro/HNT

Mauro Carvalho

O secretário-chefe da Casa Civil de Mato Grosso, Mauro Carvalho Junior, afirmou nesta quinta-feira (6) que não participou do acordo entre o Governo do Estado e a operadora Oi, que é alvo da Operação Heritage, da Polícia Federal. Em nota, ele declarou que irá comprovar sua inocência e a de sua família durante o andamento das investigações.

Segundo Mauro Carvalho, entre dezembro de 2023 e abril de 2024, período em que tramitou o processo de autocomposição relacionado ao acordo, ele não ocupava nenhum cargo público no Governo de Mato Grosso e, por isso, não teria condições de interferir na negociação.

“Não participei e não me beneficiei do acordo da Oi”, afirmou o secretário.

Carvalho também negou que recursos relacionados ao acordo investigado tenham sido utilizados em benefício próprio ou de familiares. De acordo com a nota divulgada, os valores investidos nas empresas das quais possui sociedade com o ex-governador Mauro Mendes seriam provenientes do patrimônio e das atividades do grupo empresarial da família Carvalho.

O secretário afirmou ainda ter confiança de que os fatos serão esclarecidos ao fim da investigação.

“Tenho convicção de que, ao final de todo o processo, o caso será esclarecido e a minha inocência e a da minha família será comprovada, pois não participei e não me beneficiei do acordo da Oi”, declarou.

A Operação Heritage, deflagrada nesta quinta-feira (6) pela Polícia Federal, investiga suspeitas de desvio de mais de R$ 308 milhões em recursos públicos a partir do acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa de telefonia.

A investigação aponta possível uso de fundos de investimento e empresas interpostas para movimentação dos valores. A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou medidas cautelares contra investigados, incluindo bloqueio de bens, quebra de sigilos e buscas em quatro estados.

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