O ex-governador e pré-candidato ao Senado, Pedro Taques (PSB), afirmou nesta quinta-feira (6) que a representação apresentada por seu escritório de advocacia foi a responsável por dar origem à investigação da Polícia Federal sobre o acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi. Durante coletiva de imprensa, Taques também cobrou providências do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), do Ministério Público Estadual (MPE) e da Assembleia Legislativa (ALMT).
Segundo Taques, a investigação começou em novembro de 2024, quando seu escritório passou a analisar documentos relacionados aos empréstimos consignados de servidores públicos. Ele afirmou que, a partir da apuração, foi identificada uma ligação entre fundos de investimento e o acordo firmado pelo Estado, o que motivou a apresentação de uma representação criminal à Procuradoria-Geral da República (PGR).
"Nós fizemos essa representação criminal na Procuradoria-Geral da República. A Procuradoria encaminhou para a Polícia Federal, que pediu as medidas, e o ministro Flávio Dino autorizou as buscas. Essa representação foi feita por nós", declarou.
O ex-governador disse que também protocolou representações junto ao Tribunal de Contas do Estado, ao Ministério Público Estadual e à Assembleia Legislativa, onde defendeu a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o caso.
"Não vou desistir"
Durante a coletiva, Taques afirmou que continuará buscando o ressarcimento dos R$ 308 milhões pagos pelo Estado no acordo investigado.
"Eu não vou desistir. Vou atrás desse dinheiro porque ele pertence ao povo de Mato Grosso", afirmou.
Segundo ele, os recursos poderiam ser utilizados para investimentos em saúde, segurança pública e outras áreas prioritárias do Estado.
Relembra Arcanjo, Riva e Silval
Ao defender a continuidade das investigações, Taques citou episódios marcantes de sua trajetória no combate à corrupção. O ex-governador lembrou que, quando atuava como procurador da República, também enfrentou descrédito em investigações que culminaram nas condenações de João Arcanjo Ribeiro, do ex-presidente da Assembleia Legislativa José Riva e do ex-governador Silval Barbosa.
"As pessoas diziam que não daria em nada no caso Arcanjo. Depois disseram o mesmo sobre Riva e Silval. Sempre acreditamos que denúncias sérias precisam ser investigadas e é isso que está acontecendo agora", declarou.
Cobrança às instituições
Taques também afirmou que espera uma atuação mais firme das instituições de controle.
Em relação ao Tribunal de Contas, disse confiar que o órgão adotará as medidas cabíveis diante da auditoria realizada sobre o caso. Já sobre o Ministério Público Estadual, afirmou que a instituição ainda deve respostas à sociedade mato-grossense em relação às representações apresentadas.
Na Assembleia Legislativa, voltou a defender a instalação de uma CPI para investigar o acordo firmado entre o Estado e a operadora.
"A Assembleia precisa cumprir seu papel constitucional de fiscalizar. O Tribunal de Contas e o Ministério Público também precisam fazer a parte deles", concluiu.
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