A jornalista Larissa Malheiros, que atua como Diretora de Comunicação da Câmara Municipal de Várzea Grande, registrou um boletim de ocorrência por difamação contra os vereadores cuiabanos Demilson Nogueira (PP) e Ilde Taques (Podemos). O caso, que ocorreu no último dia 4 de março durante uma reunião na Câmara de Cuiabá, envolve acusações de que a profissional teria clonado o celular da vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade) para vazar áudios de um grupo de WhatsApp dos parlamentares da capital.
De acordo com o relato da comunicante, a reunião contava com a presença de aproximadamente 19 vereadores quando Demilson Nogueira a acusou publicamente de ser a responsável pelo vazamento das conversas. A acusação foi endossada por Ilde Taques, que afirmou ter participado de uma investigação informal sobre o caso. A origem da denúncia, segundo o parlamentar, teria partido de um jornalista de Várzea Grande que, em troca de um almoço, teria apontado Larissa como autora do vazamento.
A situação ganhou contornos ainda mais graves quando Demilson sugeriu que a jornalista teria obtido o material após "clonar" o aparelho da vereadora Baixinha, para quem Larissa trabalhou como assessora de imprensa entre janeiro e outubro de 2025. No entanto, quando questionado pela chefe de gabinete da parlamentar sobre a existência de provas, o vereador teria recuado, afirmando que "viu, mas não tinha as provas" e que não atuaria como testemunha, minimizando o caso com a expressão de que "quanto mais mexe, mais fede".
Em seu depoimento, Larissa Malheiros refutou veementemente as alegações, esclarecendo que não mantém acesso ao gabinete ou aos dispositivos eletrônicos da vereadora desde que deixou o cargo, encontrando-a apenas esporadicamente em eventos públicos. A jornalista reforçou que, mesmo durante o período em que trabalhou para a parlamentar, nunca teve acesso ao seu celular.
A comunicante relatou que a situação tem gerado constrangimentos que transcendem o âmbito pessoal, afetando diretamente sua credibilidade profissional. Em sua função atual, ela necessita de relacionamento institucional com todos os edis da Câmara de Várzea Grande, e alega que as acusações infundadas têm gerado desconfiança por parte de alguns vereadores, prejudicando a dinâmica de seu trabalho.
Após a reunião, Larissa buscou esclarecimentos com a vereadora Baixinha e com a presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), que confirmou ter presenciado as acusações, mas alegou que, sem provas, nenhuma medida institucional poderia ser tomada. Diante da negativa dos vereadores em se retratarem publicamente perante os mesmos pares que testemunharam as acusações, a jornalista optou pelo registro do boletim de ocorrência na 1ª Delegacia de Polícia de Várzea Grande.
O caso foi encaminhado à 3ª Delegacia de Polícia de Cuiabá para as devidas providências. A jornalista afirmou estar ciente do prazo decadencial de seis meses para eventual representação criminal e disse não pretender "deixar barato", destacando que sua honra e credibilidade profissionais estão em jogo.
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