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Política Sexta-feira, 17 de Julho de 2026, 21:58 - A | A

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Sexta-feira, 17 de Julho de 2026, 21h:58 - A | A

APÓS DENÚNCIA DE JÚLIO

Jayme minimiza boatos de compra de votos na convenção do União Brasil: “ver para crer”

Senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso admite relatos de "propostas indecorosas", mas confia na fidelidade dos delegados do partido; ala ligada a Mauro Mendes prefere apoio a Pivetta

BIANCA MORTELARO
Da redação

O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Jayme Campos (UB), admitiu ter ouvido relatos sobre ofertas irregulares a convencionais do partido, mas minimizou a possibilidade de compra de votos para barrar sua candidatura. O parlamentar demonstrou confiança na lisura dos delegados da legenda e na vitória na convenção estadual, marcada para o dia 30 de julho.

Ao ser questionado sobre a integridade dos membros do diretório e do partido, Jayme destacou que, embora circulem rumores nos bastidores sobre tentativas de influência externa, ele prioriza fatos comprovados em detrimento de narrativas políticas.

“Ouvi alguns amigos dizendo que estavam levando propostas indecorosas. Falaram em oferecer dinheiro, emprego, convênio. Mas, para mim, isso não é relevante. Eu sou da velha história: ver para crer. É preto no branco. Não trabalho com narrativa”, afirmou Jayme, em entrevista ao Veja Bem MT.

LEIA MAIS: Júlio Campos aponta "propostas indecorosas" de empresários contra candidatura de Jayme

A postura cautelosa de Jayme ocorre após a denúncia pública feita por seu irmão, o deputado estadual Júlio Campos (UB), que apontou uma suposta articulação de empresários do agronegócio para cooptar votos contra a candidatura do senador.

Júlio afirmou que o grupo político da família Campos já monitora abordagens a filiados no interior do estado e prometeu acionar o Ministério Público Eleitoral caso as irregularidades sejam confirmadas, classificando a situação como um caso de extrema gravidade.

O impasse evidencia um racha interno no União Brasil: de um lado, a ala liderada pelos Campos defende a candidatura própria ao Governo; de outro, o grupo do presidente estadual da sigla, Mauro Mendes, que demonstra preferência pelo apoio à reeleição de Otaviano Pivetta (Republicanos).

Apesar das divergências e das denúncias de assédio a convencionais, Jayme Campos descartou qualquer plano alternativo e reforçou que seu projeto político não recuará, afirmando que seu "carro quebrou a marcha à ré".

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