ASSISTA AO HNT ENTREVISTA COM NELSON BARBUDO
Da Redação
CAMILA RIBEIRO
O deputado federal Nelson Barbudo (PL) afirmou que o presidente Lula (PT) evita participar de feiras dedicadas ao agro em Mato Grosso por receio da reação dos produtores rurais. Segundo o parlamentar, Lula teria "medo de tomar vaia" em eventos do setor, historicamente alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"Ele não tem comparecido às feiras agropecuárias porque vai tomar vaia. O setor não aguenta infidelidade. Nós produzimos, geramos emprego e renda e somos chamados de bandidos por um desgoverno que só cria imposto e não retorna para aquele que sua, trabalha e dedica a vida à produção", declarou o deputado ao HNT Entrevista.
O setor não aguenta infidelidade
Barbudo relembrou que para Lula os produtores são "fascistas". A declaração polêmica do presidente foi registrada em 2022 à Rede Globo. Lula, então candidato, afirmou que "o agronegócio sabe que é fascista e direitista". Segundo o petista, ele se referia a parcela extremista do setor, com mais resistência à conservação ambiental.
O deputado também criticou o Plano Safra 2026/2027, principalmente as taxas de juros entre 8% e 12,5% liberadas pelo governo federal. Para ele, as condições inviabilizam os financiamentos. "Isso não é Plano Safra, é plano roubo, plano assassinato", afirmou.
SUBCOMISSÃO NA FPA
Barbudo ainda detalhou ao podcast o pedido para ser instalada uma subcomissão na Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) para fiscalizar a elaboração do Plano Safra. A proposta, conforme o deputado, busca ampliar o diálogo com o governo federal.
Não é Plano Safra, é plano roubo
"Não é falta de transparência. É falta de acompanhamento. Queremos que os membros do governo venham debater o plano de acordo com a realidade dos agricultores", disse.
Por fim, Nelson Barbudo criticou a ausência de Lula no lançamento do Plano Safra destinado ao agronegócio e afirmou que o presidente priorizou agendas ligadas à agricultura familiar.
"A agricultura familiar tem nosso respaldo, mas o presidente deveria comparecer aos dois eventos. O agronegócio movimenta cerca de 41% da economia brasileira e merece esse reconhecimento", concluiu.
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