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Economia Sexta-feira, 17 de Julho de 2026, 18:30 - A | A

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Sexta-feira, 17 de Julho de 2026, 18h:30 - A | A

Alckmin: Vamos trabalhar para reduzir tarifa dos EUA, ela é injusta e descabida

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, repetiu nesta sexta-feira, 17, que o governo continuará buscando com os Estados Unidos a reversão do cenário de cobrança de 25% sobre a venda de produtos brasileiros para o mercado norte-americano. Ele reconheceu que as conversas com o governo de Donald Trump "sempre foram mais genéricas", mas ponderou que o diálogo continua.

"Não eram pautas muito específicas, mas a gente via que os interesses maiores dos Estados Unidos sempre se referiam ao etanol, explicitando que aqui era 18% e eles tinham uma tarifa menor", afirmou, em entrevista à GloboNews. Segundo ele, o governo brasileiro contra-argumentava que a maior parte do etanol nacional é via cana-de-açúcar.

Em seguida, ele afirmou que essa disputa é equivocada, pois os EUA são os maiores produtores de etanol do mundo, seguidos pelo Brasil. "Não temos que vender um para o outro, temos que vender para terceiros mercados", defendeu.

Segundo Alckmin, em outros setores, o Brasil já possui tarifas baixas, então o governo americano focou em temas não-tarifários. Ele citou como exemplo a questão das big techs para defender a integração entre os dois países. "Eu mesmo fiz reunião com a área das big techs com a presença de setores dos Estados Unidos. E o Brasil não tarifa".

Questionado sobre o setor automotivo brasileiro, Alckmin afirmou que o Brasil cumpre rigorosamente as normas da Organização Mundial do Comércio (OMC). "Para você importar um veículo, é 35% o imposto de importação. A Europa está aumentando agora para 45% o imposto de importação. Então, nós sempre cumprimos as regras da OMC. E os automóveis estão fora disso", argumentou o vice-presidente.

Alckmin reforçou ainda que considera a medida "injusta e descabida, porque eles têm superávit conosco, quem deveria aumentar tarifa somos nós, que temos déficit com os Estados Unidos". E frisou que o governo brasileiro não sairá da mesa de negociação.

Por fim, ele repetiu o que tem dito outras autoridades, sobre o Brasil fortalecer a busca de novos mercados, com apoio da Apex, BNDES e ABDI. "Nós vamos chamar os setores. O presidente Lula pediu que a gente vá ouvir os setores, vamos apoiá-los através de recursos do Brasil Soberano", completou Alckmin.

(Com Agência Estado)

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