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Política Sexta-feira, 17 de Julho de 2026, 15:47 - A | A

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Sexta-feira, 17 de Julho de 2026, 15h:47 - A | A

"ACORDO NÃO FOI CUMPRIDO"

Ilde diz que “tapetão” na Câmara revoltou aliados da base e projeta até 16 votos 

Líder da oposição na Câmara de Cuiabá afirma que recuo em pacto e tentativa de "tapetão" judicial geraram revolta na base governista; parlamentar projeta atrair votos e alcançar maioria de até 16 vereadores.

BIANCA MORTELARO
Da redação

O vereador por Cuiabá Ilde Taques (Podemos) afirmou que o acordo político firmado entre a presidente da Câmara Municipal, Paula Calil (PL), e o vereador Dilemário Alencar (UB) “não foi cumprido” após a judicialização que suspendeu a votação da reforma regimental. O parlamentar, que lidera o bloco de oposição, acredita que o atual cenário de incertezas jurídicas e o descontentamento interno no grupo governista podem resultar em uma debandada de até três votos para o seu projeto, consolidando uma maioria de até 16 parlamentares.

Questionado se o adiamento da votação não beneficiaria a base do prefeito Abilio Brunini (PL) ao dar mais tempo para pressões políticas, Ilde Taques rebateu a tese. Para o vereador, o desgaste é maior para os adversários devido ao descumprimento do pacto interno.

“Eu acho que o ponto negativo é para a campanha deles, porque eles tinham combinado um acordo com o vereador Dilemário, que até no dia de hoje, se a Presidente Paula não tivesse os votos, ele se tornaria o candidato do grupo. E pelo que nós observamos, esse acordo não foi cumprido”, ressaltou Taques, em entrevista à imprensa nesta quinta-feira (16).

LEIA MAIS: Dilemário recoloca candidatura à Mesa após Justiça suspender projeto de Paula; veja vídeo

O debate na Casa de Leis se intensificou após uma decisão liminar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) suspender a votação de um projeto de resolução que visava alterar o quórum para mudanças no Regimento Interno, o que facilitaria a reeleição da Mesa Diretora na mesma legislatura. O acordo mencionado por Taques previa que, caso Paula Calil não conseguisse viabilizar as alterações necessárias até a última quinta-feira (16), Dilemário Alencar retomaria sua candidatura à presidência.

Embora o grupo de Paula Calil tenha aprovado o parecer favorável ao projeto na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) por um placar apertado de 13 a 12, a base ainda está distante dos 18 votos exigidos pela regra atual para aprovar a mudança no plenário. Para Ilde, o uso de manobras jurídicas para manter o projeto de reeleição vivo gerou revolta entre os parlamentares que apoiavam Calil.

“O judiciário faz o trabalho dele, a gente tem que respeitar a decisão deles, eu respeito muito, mas estou confiante na decisão do mérito. Eu vejo quem sai perdendo com isso, eles mesmos, porque pelo que a gente está conversando hoje aqui, o Dilemário está bem chateado, a própria vereadora Baixinha, eles não estão aceitando esse tapetão aí dado pelo grupo”, disse.

Atualmente, o cenário na Câmara Municipal é de profunda divisão. De um lado, a presidente Paula Calil tenta superar a resistência para aprovar a reeleição; do outro, Ilde Taques defende a independência do Legislativo frente ao Executivo. O vereador recordou que as movimentações iniciais no "tabuleiro" político reduziram seu apoio momentaneamente, mas prevê um crescimento na adesão à sua candidatura nos próximos dias.

“No início foi em torno de 18 a 20 parlamentares simpáticos ao nosso projeto, e aí com a mexida no tabuleiro da Paula, do Dilemário, eu caí para esses 13 vereadores, mas são 13 vereadores unidos. Temos o mesmo projeto para a Câmara de Cuiabá, que é a independência desta casa, nós não podemos ser um puxadinho do Executivo, não podemos ser uma extensão do Executivo. Não estou falando que hoje a Câmara é isso, mas nós não queremos isso. E estou muito confiante que logo mais nós chegaremos a 14, 15, 16 votos”.

O impasse permanece enquanto o mérito da ação judicial não é julgado, mantendo suspensa a votação que definiria o futuro do comando da Câmara de Cuiabá.

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