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Política Sexta-feira, 17 de Julho de 2026, 16:18 - A | A

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Sexta-feira, 17 de Julho de 2026, 16h:18 - A | A

UNIÃO AO GOVERNO

Novo tenta replicar 'dobradinha' em Cuiabá e ventila Maluf para vice de WF

O presidente do PL em MT afirmou que as conversas estão avançadas e disse que definição só ocorrerá na convenção

CAMILA RIBEIRO
Da Redação

O presidente do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou que o Novo sinalizou interesse em formar uma aliança para as eleições de 2026 e indicou o pré-candidato do partido ao governo, o empresário Marcelo Maluf, para compor como vice na chapa ao Paiaguás do senador Wellington Fagundes (PL). Segundo Ananias, as negociações estão avançadas, mas a definição sobre a vaga de vice-governador será tomada durante a convenção do PL, marcada para a próxima quarta-feira (22).

Caso Marcelo Maluf seja confirmado como candidato a vice-governador, PL e Novo repetirão a parceria firmada nas eleições municipais de 2024, quando o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), disputou ao lado da então vice-prefeita Coronel Vânia Rosa, recém filiada ao MDB. 

"Nós não discutimos aliança com outro partido, a não ser com o Novo, que já está praticamente definida. Eles já apresentaram o posicionamento e colocaram o nome do empresário Marcelo Maluf como pré-candidato a vice-governador", afirmou Ananias à TV Vila Real nesta quinta-feira (16).

Além do Novo, o Podemos também mantém diálogo com o PL. O partido é presidido em Mato Grosso pelo presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), que chegou a ser convidado por Wellington Fagundes para integrar a chapa como vice-governador. Max, porém, recusou o convite por manter o projeto de disputar a reeleição à Assembleia.

Posteriormente, Wellington também sondou a prefeita de Jaciara, Andréia Wagner (Podemos), esposa de Max Russi, como alternativa para a vaga de vice.

Outro partido que busca aproximação com o PL é o MDB. A presidente da legenda, deputada estadual Janaina Riva (MDB), articula uma composição para integrar o palanque de Wellington Fagundes e disputar uma das vagas ao Senado ao lado do deputado federal José Medeiros (PL).

Ananias não mencionou a resistência ao MDB pelo alinhamento de ala do partido com o presidente Lula (PT), mas pontuou que, até o momento, não sentou com as lideranças emedebistas pois a agenda depende da liberação da nacional.

"A gente conhece a liderança da deputada Janaina Riva e sabe do que ela pretende, mas ainda não abrimos esse diálogo porque qualquer decisão envolvendo alianças, seja com o Podemos, com o Novo ou qualquer outro partido, depende da palavra final da direção nacional, sob o comando do presidente Valdemar Costa Neto", concluiu. 

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