A deputada estadual e candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) negou ter cometido violência política de gênero contra a delegada aposentada Ana Cristina Feldner após retirá-la da primeira suplência de sua chapa. Segundo a parlamentar, Feldner já sabia que sua entrada na composição seria temporária e que a vaga posteriormente seria ocupada por nomes indicados pelo deputado estadual Max Russi (Podemos).
“Quando eu convidei a Ana para ser suplente, eu disse a ela que seria temporário, porque eu não havia tempo hábil para poder fazer a troca de suplência. A suplência era do partido Podemos. Eu tinha dois suplentes definidos com o presidente Max Russi”, declarou Riva em entrevista ao portal MidiaNews nesta quarta-feira (9).
A declaração ocorre após Feldner publicar um vídeo nas redes sociais criticando a maneira como foi retirada da chapa. A delegada aposentada afirmou que não havia sido comunicada previamente sobre a mudança e disse ter se sentido desrespeitada, enganada e utilizada durante o processo.
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Feldner classificou o episódio como violência política de gênero e afirmou que Janaina não a representa como mulher. A ex-suplente ressaltou ainda que sua insatisfação não estaria relacionada à perda da vaga, mas à forma como a substituição foi conduzida e ao que considerou falta de respeito com sua trajetória profissional.
A deputada afirmou que não entende a mudança de posicionamento da Ana Cristina, reforçando que tanto a delegada aposentada quanto o outro suplente foram avisados de que permaneceriam na chapa apenas provisoriamente por uma questão de prazo.
“Se ela mudou agora de opinião, não sei o motivo, o porquê. Mas eu já havia avisado tanto ela quanto também o outro suplente, que seria por tempo determinado. Perguntei a ela, você topa caminhar comigo por tempo determinado? Foi assim, não teve nada além disso”, disse.
Janaina ainda disse que Feldner teria criado expectativa de permanecer na chapa por conta de uma interpretação feita por uma integrante de sua equipe. A deputada, no entanto, afirmou que manteve desde o início a intenção de alterar a composição.
“Ela havia dito para mim que ela nutria uma expectativa, que havia sido criado por uma assessora que tenho, de que talvez ela poderia ficar. Mas eu falei, olha, mas para mim nada mudou. Desde o começo, eu falei que eu precisaria depois fazer [a troca]”.
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