O ex-governador Mauro Mendes (União Brasil) criticou a postura do Senado diante da crise envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Para ele, os senadores deveriam ser mais enérgicos, adotando medidas contra a Suprema Corte. Mauro citou as divergências entre decisões de ministros e classificou o cenário como uma "guerra institucional". Segundo ele, a sucessão de decisões afeta segurança jurídica no país.
"Com certeza, o Brasil está assistindo meio estarrecido aos fatos que estão vindo de Brasília, e não é de agora. O Senado Federal tem um papel importante, o Supremo Tribunal Federal tem um papel importante, mas as pessoas que lá estão estão deixando a desejar", afirmou.
A declaração ocorre em meio a novos episódios de tensão no STF. Nesta quarta-feira (9), o presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, retirou Alexandre de Moraes da relatoria do inquérito das fake news. A decisão preservou os atos praticados por Moraes no processo até a data da mudança.
A mudança é reflexo ao conflito de Moraes e o ministro André Mendonça. Na semana anterior, Moraes havia incluído no inquérito acusações contra Mendonça relacionadas a supostas condutas que poderiam configurar improbidade administrativa, abuso de autoridade e favorecimento a determinados grupos.
É nesse cenário que Mauro Mendes cobra uma atuação mais incisiva. Em outra frente da crise, também avançou no Senado um movimento pelo impeachment de Alexandre de Moraes. A discussão ganhou força após a divulgação das conversas atribuídas ao ministro e Vorcaro.
"O Senado deveria já ter se posicionado. Eu acho que eles estão faltando, no mínimo, com o dever de acompanhar, de fiscalizar e de tomar atitudes que o Brasil clama hoje para colocar ordem na casa e nessa instituição”, ressaltou Mauro.
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