O senador Carlos Fávaro (PSD) destaca a safra recorde e os avanços da agropecuária brasileira no governo Lula e pede voto no presidente para ampliar as conquistas nos próximos quatro anos. Segundo a Conab, a produção de grãos está estimada em 361,7 milhões de toneladas em 2025/26, a maior da história, com projeção de um novo recorde de 366,6 milhões de toneladas em 2026/27.
O ex-ministro da Agricultura defende ampliar mercados, crédito, agroindustrialização, biocombustíveis e investimentos na agricultura familiar.
“Nunca se fez tanto pela agropecuária brasileira como nesses anos do nosso governo”, afirma Fávaro. O senador cita cerca de US$ 170 bilhões em exportações do setor em 2025 e o destaque dado pelo jornal Financial Times à força do agro brasileiro. Para ele, a próxima etapa é ampliar oportunidades e agregar valor à produção, gerando mais emprego e renda no país.
700 NOVOS MERCADOS
Fávaro destaca a abertura de 700 mercados entre 2023 e 2026, ampliando compradores e destinos. Cita avanços para soja, café, algodão, açúcar, suco de laranja e carnes, além de açaí para a Índia, uva de mesa para a China, carnes para o México e DDG, derivado do etanol de milho, para a China e o Sudeste Asiático.
TARIFAÇO VIROU MAROLINHA
Segundo o senador, a diversificação dos mercados reduziu a dependência dos Estados Unidos e permitiu enfrentar o tarifaço de Donald Trump. “O tarifaço virou marolinha”, sustenta. Fávaro também critica o apoio do clã Bolsonaro à medida, classificando essa postura como uma atuação contra os produtores e os empregos brasileiros.
PLANOS SAFRA RECORDES
O senador compara os R$ 713,11 bilhões dos Planos Safra do governo Bolsonaro com os R$ 2 trilhões dos quatro anos de Lula. Defende ampliar o financiamento para custeio e investimento, permitindo que produtores de diferentes portes modernizem suas atividades e fortaleçam a produção.
Petrobras no campo
O senador ressalta o avanço dos biocombustíveis e cita a elevação da mistura de biodiesel no diesel de 10% para 15% e de etanol na gasolina de 27,5% para 32%. Defende essa “Petrobras no campo” como fonte de emprego e soberania e critica as declarações de Flávio Bolsonaro contra a mistura de etanol.
BNDES E AGROINDUSTRIALIZAÇÃO
Fávaro destaca a retomada dos investimentos do BNDES na agroindustrialização. Para ele, transformar a matéria-prima dentro do Brasil agrega valor, abre oportunidades aos produtores e gera empregos. A ampliação dessa capacidade industrial está entre as prioridades que defende para os próximos quatro anos.
MAIS ALIMENTOS E PROMAQ
Fávaro aponta a retomada do Mais Alimentos, que financia máquinas para pequenos produtores, e a criação do PROMAQ. Segundo o balanço apresentado, foram distribuídas mais de 10 mil máquinas para a agricultura familiar e prefeituras, melhorando estradas e infraestrutura rural. O senador defende ampliar essa modernização.
CAMINHO VERDE BRASIL
Fávaro define a recuperação de áreas degradadas como uma “virada de chave no rumo” do crescimento: produzir mais sem desmatar novas áreas. Cita mais de R$ 50 bilhões investidos e quatro milhões de hectares recuperados, com juros reduzidos e prazo de dez anos para amortização.
SOLO VIVO
Na mesma estratégia de recuperação, o senador destaca o Solo Vivo, voltado à agricultura familiar. A iniciativa leva máquinas, calcário, fosfato, mão de obra e diesel a custo zero aos assentados, recuperando o solo e criando condições para aumentar a produção e a renda das famílias.
REPACTUAÇÃO DE DÍVIDAS
Fávaro destaca duas ações de apoio aos produtores: uma linha com R$ 3,6 bilhões contratados em 12,1 mil operações, potencial estimado de R$ 120 bilhões e prazo de até oito anos; e a prorrogação do Desenrola Rural até 29 de janeiro de 2027, com descontos que podem alcançar 70% da dívida para grupos prioritários.
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