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Política Sexta-feira, 23 de Outubro de 2026, 10:27 - A | A

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Sexta-feira, 23 de Outubro de 2026, 10h:27 - A | A

"NUNCA SE FEZ TANTO"

Fávaro destaca salto histórico do agro com Lula e pede voto para ampliar conquistas

O ex-ministro da Agricultura defende ampliar mercados, crédito, agroindustrialização, biocombustíveis e investimentos na agricultura familiar

DA REDAÇÃO

Reprodução

LULA E FAVARO.webp

O senador Carlos Fávaro (PSD) destaca a safra recorde e os avanços da agropecuária brasileira no governo Lula e pede voto no presidente para ampliar as conquistas nos próximos quatro anos. Segundo a Conab, a produção de grãos está estimada em 361,7 milhões de toneladas em 2025/26, a maior da história, com projeção de um novo recorde de 366,6 milhões de toneladas em 2026/27.

O ex-ministro da Agricultura defende ampliar mercados, crédito, agroindustrialização, biocombustíveis e investimentos na agricultura familiar.

“Nunca se fez tanto pela agropecuária brasileira como nesses anos do nosso governo”, afirma Fávaro. O senador cita cerca de US$ 170 bilhões em exportações do setor em 2025 e o destaque dado pelo jornal Financial Times à força do agro brasileiro. Para ele, a próxima etapa é ampliar oportunidades e agregar valor à produção, gerando mais emprego e renda no país.

700 NOVOS MERCADOS

Fávaro destaca a abertura de 700 mercados entre 2023 e 2026, ampliando compradores e destinos. Cita avanços para soja, café, algodão, açúcar, suco de laranja e carnes, além de açaí para a Índia, uva de mesa para a China, carnes para o México e DDG, derivado do etanol de milho, para a China e o Sudeste Asiático.

TARIFAÇO VIROU MAROLINHA

Segundo o senador, a diversificação dos mercados reduziu a dependência dos Estados Unidos e permitiu enfrentar o tarifaço de Donald Trump. “O tarifaço virou marolinha”, sustenta. Fávaro também critica o apoio do clã Bolsonaro à medida, classificando essa postura como uma atuação contra os produtores e os empregos brasileiros.

PLANOS SAFRA RECORDES

O senador compara os R$ 713,11 bilhões dos Planos Safra do governo Bolsonaro com os R$ 2 trilhões dos quatro anos de Lula. Defende ampliar o financiamento para custeio e investimento, permitindo que produtores de diferentes portes modernizem suas atividades e fortaleçam a produção.

Petrobras no campo

O senador ressalta o avanço dos biocombustíveis e cita a elevação da mistura de biodiesel no diesel de 10% para 15% e de etanol na gasolina de 27,5% para 32%. Defende essa “Petrobras no campo” como fonte de emprego e soberania e critica as declarações de Flávio Bolsonaro contra a mistura de etanol.

BNDES E AGROINDUSTRIALIZAÇÃO

Fávaro destaca a retomada dos investimentos do BNDES na agroindustrialização. Para ele, transformar a matéria-prima dentro do Brasil agrega valor, abre oportunidades aos produtores e gera empregos. A ampliação dessa capacidade industrial está entre as prioridades que defende para os próximos quatro anos.

MAIS ALIMENTOS E PROMAQ

Fávaro aponta a retomada do Mais Alimentos, que financia máquinas para pequenos produtores, e a criação do PROMAQ. Segundo o balanço apresentado, foram distribuídas mais de 10 mil máquinas para a agricultura familiar e prefeituras, melhorando estradas e infraestrutura rural. O senador defende ampliar essa modernização.

CAMINHO VERDE BRASIL

Fávaro define a recuperação de áreas degradadas como uma “virada de chave no rumo” do crescimento: produzir mais sem desmatar novas áreas. Cita mais de R$ 50 bilhões investidos e quatro milhões de hectares recuperados, com juros reduzidos e prazo de dez anos para amortização.

SOLO VIVO

Na mesma estratégia de recuperação, o senador destaca o Solo Vivo, voltado à agricultura familiar. A iniciativa leva máquinas, calcário, fosfato, mão de obra e diesel a custo zero aos assentados, recuperando o solo e criando condições para aumentar a produção e a renda das famílias.

REPACTUAÇÃO DE DÍVIDAS

Fávaro destaca duas ações de apoio aos produtores: uma linha com R$ 3,6 bilhões contratados em 12,1 mil operações, potencial estimado de R$ 120 bilhões e prazo de até oito anos; e a prorrogação do Desenrola Rural até 29 de janeiro de 2027, com descontos que podem alcançar 70% da dívida para grupos prioritários.

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