Política Quinta-feira, 05 de Maio de 2011, 15:50 - A | A

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EM CASA

Deputado dono de hidrelétricas assume cadeira na Assembleia

Carlos Avalone (PSDB) é proprietário de 5 PCHs e diz que vai colaborar com CPI

Widson Maradorna
Dono de 5 PCHs, Carlos Avalone assumii vaga afirmando que vai colaborar
Um colaborador junto à CPI das Pequenas Usinas Hidrelétricas [PCHs]. Essa é a primeira promessa do segundo suplente da Coligação Jonas Pinheiro [PSDB/DEM/PTB] Carlos Avalone Jr que assumiu no fim da manha desta quinta-feira (5) , vaga deixada pelo colega tucano Guilherme Maluf, licenciado do parlamento por quatro meses.

Proprietário de cinco hidrelétricas “de pequeno porte” no rio Juruena, Avalone negou se sentir constrangido por ter as empresas dele no alvo da CPI e apontou conflito de legislação para explicar o fato de as hidrelétricas, inclusive as dele, não terem passado pelo crivo da Assembléia Legislativa, quando da criação de cada uma.

“Esse é um entendimento que foi colocado de que as PCHs teriam que passar pela Assembléia, mas existe uma legislação que em alguns momentos diz que as PCHs só precisam passar pela Assembléia quando forem de capacidade acima de 30 megawatts o que, no caso, não seriam PCHs e eles (CPI) têm um entendimento que na Constituição está dizendo o contrário, então isso vai ter que ser levantado e ser for verdade que se faça a correção”, explicou Avalone, argumentando que os empresários em geral reúnem toda a documentação que legitimem as instalações “ou seja esses processos passaram pelos órgão legais”.

Avalone ainda rebateu informações de que nos últimos 10 anos “houve uma explosão” de concessões de usinas hidrelétricas em Mato Grosso. “É simples, é que a legislação de PCHs só foi criada em 98, que só houve a liberação depois disso”, argumentou.

E tentando fortalecer mais o argumento, Carlo Avalone “desenterrou” o tema Bid Pantanal, programa do Banco Interamericano de Desenvolvimento que beneficiaria os estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul com mais de R$ 400 milhões e que no inicio da gestão do governador Blairo Maggi (à época ainda no PPS) descartou a execução do Programa que visava investimento maciço em saneamento das cidades margeadas pelo Pantanal mato-grossense.

“O que será que impacta mais o esgoto que cai no rio ou as hidrelétricas? Será que não é hora de resgatarmos o Bid Pantanal?”, indagou.
Esta é a segunda vez que Avalone assume o mandato de deputado. A primeira foi de março de 2007 a fevereiro de 2008, período em que Guilherme Maluf assumiu a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá.

CPI

As usinas de Avalone estão na lista das primeiras empresas que serão ouvidas pela Comissão Parlamentar de Inquérito. Técnicos contratados pela CPI das PCHs já estão autorizados, inclusive com poder de polícia, a acessarem a toda a documentação pertinente a essas empresas. Eles têm um prazo de mais uma semana para apresentar um relatório detalhado aos membros da Comissão, o que servirá de embasamento para as primeiras oitivas, que por sinal já estão marcadas.

Na próxima reunião, prevista para 12 de maio, estão convocados o presidente do Sindicato de Construção, Geração e Transmissão de Energia, Fábio Garcia; o diretor da AGER Pedro Paulo Nogueira, que é representante da Agência Nacional de Energia Elétrica [ANEEL] em Mato Grosso; o secretário do Conselho Estadual do Meio Ambiente [Consema], José Walter; e também o presidente da Associação dos Analistas do Meio Ambiente [AAMA], que no início deste mês emitiu nota de repúdio à criação da CPI das PCHs.

Esta é a segunda vez que Avalone assume o mandato de deputado. A primeira foi de março de 2007 a fevereiro de 2008, período em que Guilherme Maluf assumiu a Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá.

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