O deputado estadual Valdir Barranco (PT) voltou a cobrar, nesta segunda-feira (5), a exoneração imediata de Macgaiver Max Neves Souza, secretário municipal de Querência (764 km de Cuiabá), após a nova prisão do gestor. Segundo o parlamentar, a detenção mais recente ocorreu em razão do descumprimento de medidas protetivas, o que, conforme destacou, configura crime e agrava ainda mais a situação do acusado.
“A nova prisão ocorreu porque medidas protetivas foram descumpridas. Isso não é detalhe. É crime”, afirmou Barranco em vídeo divulgado nas redes sociais.
Macgaiver responde a processos por violência doméstica em Mato Grosso e Goiás. Em dezembro, ele chegou a ser preso em flagrante em Querência, acusado de agredir a atual companheira, mas acabou sendo solto após audiência de custódia. Poucos dias depois, voltou a ser detido por força de um mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça de Goiás, relacionado a agressões contra uma ex-companheira naquele estado.
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Para Barranco, os fatos demonstram que não se trata de um episódio isolado. “Estamos falando de reincidência, de desprezo às decisões judiciais e de um padrão de comportamento absolutamente incompatível com qualquer função pública”, disse.
O deputado também afirmou que, desde que o caso veio a público, adotou providências institucionais, com encaminhamento de ofícios à Procuradoria-Geral de Justiça, à Polícia Judiciária Civil e à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, inclusive após relatar ter sido alvo de tentativas de intimidação.
“O boletim de ocorrência é claro. Há indícios de enforcamento, socos e puxões de cabelo, com lesões visíveis. Mesmo assim, ele segue ocupando cargo público”, declarou.
Barranco reforçou que a permanência de Macgaiver na administração municipal é inadmissível e cobrou uma posição do prefeito de Querência. “Cargo público exige exemplo, responsabilidade e respeito às leis. Não pode ser abrigo para agressores. Espero que o prefeito exonere imediatamente esse agressor de mulheres. Qualquer outra postura será omissão, e omissão, nesse caso, também é violência”, afirmou.
O parlamentar finalizou destacando que violência contra a mulher não pode ser relativizada. “Não é assunto privado, não é mal-entendido. É caso de polícia e de Justiça. Lugar de agressor é na prisão, não ocupando cargo público”, concluiu.
Até o fechamento desta matéria, a Prefeitura de Querência não havia se manifestado oficialmente sobre a manutenção ou eventual exoneração do secretário.
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