O secretário de Economia de de Cuiabá, Marcelo Bussiki (União Brasil), negou a prática de 'pedaladas' no orçamento pelo prefeito Abilio Brunini (PL) para ocultar dívidas na Educação. Bussiki reconheceu a existência de pendências - estimadas em R$ 80 milhões pelo prefeito - e afirmou que registrou o valor na Comissão de Educação da Câmara. Segundo o secretário, "restos a pagar" não configuram irregularidades; diferente das 'pedaladas' que ocorrem quando não há o registro das dívidas em órgão fiscalizador.
A dívida corresponde a compra não autorizada de livros na gestão do ex-secretário de Educação, Amauri Monge. A aquisição foi denunciada pelo prefeito. Amauri negou as acusações.
"A Prefeitura esclarece que os valores citados pelo ex-secretário referem-se a restos a pagar, instrumento legal previsto na administração pública e regulamentado pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Os restos a pagar correspondem a despesas que foram empenhadas e registradas dentro do exercício financeiro, mas cujo pagamento pode ocorrer no ano seguinte", informa trecho de nota veiculada pela Prefeitura neste sábado (30).
Bussiki pontuou o Executivo já pagou R$ 36,5 milhões apenas em 2026. O secretário destacou que no último ano foi investido 26,1% da receita do orçamento total na Educação. A Constituição Federal estabelece como mínimo a aplicação de 25%.
"Todas as despesas da Educação foram devidamente registradas nos sistemas contábeis do município e constam dos demonstrativos oficiais encaminhados aos órgãos de controle", reiterou.
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