A explosão ocorreu na noite de quinta-feira, 28, durante um teste estático de ignição para uma missão prevista para a próxima semana. Imagens aéreas divulgadas na sexta-feira, 29, mostraram estruturas destruídas no Complexo de Lançamento 36, em Cabo Canaveral. Não houve mortos nem feridos.
Uma fonte familiarizada com o assunto afirmou à Reuters que a plataforma foi praticamente destruída e que a interrupção das operações pode durar pelo menos seis meses. "A Blue Origin pode se recuperar, assim como a SpaceX após a explosão da Starship no ano passado, mas levará meses para reconstruir", disse Antoine Grenier, sócio da consultoria Analysys Mason.
O revés ocorre em um momento delicado para a companhia. Além de competir com a SpaceX no mercado de lançamentos pesados, a Blue Origin é peça-chave nos planos da Amazon para expandir sua constelação de satélites de internet Leo, concorrente da Starlink. Nenhum dos 48 satélites programados para o próximo voo estava a bordo do foguete durante o acidente.
A explosão também lança incertezas sobre o cronograma do programa Artemis. O New Glenn está previsto para lançar módulos lunares da Blue Origin destinados às futuras missões tripuladas da Nasa à Lua. Antes do acidente, a empresa planejava enviar ainda neste ano um protótipo de módulo lunar ao espaço. Nesta semana, a agência espacial americana havia concedido à Blue Origin um novo contrato de centenas de milhões de dólares.
Com apenas uma base de lançamento operacional para o New Glenn, a empresa terá de concluir a investigação e reconstruir a infraestrutura antes de retomar os voos. Enquanto isso, a SpaceX segue operando múltiplas plataformas na Flórida e ampliando sua presença no mercado global de lançamentos comerciais.
*COM INFORMAÇÕES DA ASSOCIATED PRESS
(Com Agência Estado)
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