De acordo com a Fitch em seu relatório, o início forte de emissões do ano foi impulsionado por investimentos em IA por empresas de tecnologia e por atividade de refinanciamento. Planos plurianuais de investimentos de grandes provedoras de infraestrutura em nuvem (hyperscalers) e cerca de US$ 1,6 trilhão de títulos com vencimentos previstos até 2029 devem manter o volume de emissões elevado. Mais de um terço, cerca de US$ 580 bilhões, da dívida com vencimento até 2029 está concentrada nos setores de tecnologia; utilities, energia elétrica e gás; e saúde. A agência também apontou aceleração de fusões e aquisições em saúde, puxada por farmacêuticas e empresas de biotecnologia.
A agência ainda avalia que a emissão mensal pode continuar volátil diante de riscos geopolíticos, oscilações tarifárias e incertezas sobre a política monetária. Ainda assim, spreads em níveis historicamente apertados e a demanda de investidores por crédito de alta qualidade tendem a sustentar o ritmo de emissões ao longo de 2026.
As condições de mercado seguem favoráveis, apesar da recente alta dos juros dos Treasuries de 10 anos. O estoque de bonds IG não financeiros em circulação nos EUA somava US$ 6,4 trilhões no fim de abril, acima dos US$ 6,2 trilhões no encerramento de 2025, segundo a agência. No acumulado do ano até abril, a emissão avançou 30%, para US$ 408 bilhões, ante US$ 314 bilhões no mesmo período de 2025. Março foi o mês mais forte, com US$ 200 bilhões, o maior volume desde abril de 2020.
(Com Agência Estado)
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