O desfile da Acadêmicos de Niterói, que abriu os desfiles das escolas de sambas do grupo especial do Rio de Janeiro, na noite deste domingo (16), que homeageou o presidente Lula (PT), foi alvo de críticas de bolsonaristas nas redes sociais. Políticos de Mato Grosso utilizaram suas redes sociais para classificar o desfile como "campanha antecipada" e "intolerância religiosa". O movimento local acompanha a decisão do PL Nacional e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de judicializar o caso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), ironizou o evento, chamando-o de "excelente" por, segundo ele, revelar o suposto ódio da esquerda contra cristãos. Abilio afirmou que o desfile desrespeitou evangélicos, demonstrou intolerância e que "ali não é lugar de quem ama a Deus".
O prefeito sugeriu que o TSE deveria agir contra o que chamou de "ato de pré-campanha" financiado para "abafar escândalos".
O senador Wellington Fagundes (PL), criticou a ala "Conservadores em conserva", afirmando que a religião foi usada como material de propaganda."Fé não é instrumento eleitoral", sentenciou o senador.
Os deputados federais Rodrigo da Zaeli e coronel Fernanda, os dois do PL, e Coronel Assis (UB) também se manifestaram. Enquanto Assis acusou o uso de máquina pública para promoção pessoal e ataques a adversários em um evento televisionado nacionalmente.
Zaeli fez diversas postagens citando campanha extemporânea com dinheiro público e os protestos de bolsonaristas na Sapucaí, a mesma linha de acusação da coronel Fernanda, que ainda citou ataques aos valores cristãos e aos conservadores.
O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) foi mais cético quanto à justiça eleitoral, afirmando que Lula "jamais ficará inelegível" por isso. Ele usou o episódio para convocar as bases para um protesto marcado para o dia 1º de março.
A JUDICIALIZAÇÃO E A RESPOSTA DO "CLÃ"
A reação não ficou apenas no campo das opiniões. A cúpula do PL confirmou que vai acionar o Judiciário. O posicionamento público do partido, foi endossado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho “01” pré-candidato à Presidência da República.
Este afirmou que vai protocolar uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra "crimes do PT na Sapucaí".
Enquanto A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) criticou a representação do ex-presidente da República Jair Bolsonaro durante o desfile. O ex-presidente e marido de Michelle, atualmente preso, foi retratado como um palhaço encarcerado.
Em publicação nas redes sociais, Michelle reagiu à alegoria. "Só pra registrar um fato histórico: quem foi preso por corrupção foi Luiz Inácio Lula da Silva. Isso é registro judicial, não opinião", escreveu, referindo-se ao atual presidente da República.
HOMENAGENS E CRÍTICAS
O enredo da Acadêmicos de Niterói, além da homenagem a Lula, também incluiu sátiras a adversários políticos. Na comissão de frente, um ator representando Jair Bolsonaro apareceu caracterizado como um palhaço e, em seguida, foi mostrado atrás de grades.
Lula acompanhou o desfile de um camarote da Prefeitura do Rio, ao lado do prefeito Eduardo Paes e de ministros do governo.
A primeira-dama, Rosângela Lula da Silva, conhecida como Janja, também esteve presente, mas não desfilou.
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