O ex-presidente da Aprosoja Brasil, Antônio Galvan (sem partido), ventilou um suposto acordo entre o senador Wellington Fagundes (PL) e o prefeito de Sinop, Roberto Dorner (PL), para barrar sua candidatura ao Senado e favorecer a deputada estadual Janaina Riva (MDB), que também está na disputa pelo cargo. Em live, na manhã deste domingo (15), ao lado da esposa, Paula Ventura, ex-presidente estadual do Democracia Cristã, Galvan falou que a decisão do partido de não apoiá-lo à majoritária e convidá-lo para ser suplente de Janaina, não partiu somente da nacional, mas foi um reflexo de acordo entre WF e Dorner.
"Essa decisão não partiu única exclusivamente da nossa diretoria nacional ou do presidente do DC", disse Galvan.
Galvan afirmou não ter nada contrário a Janaina. Já, ao comentar sobre Dorner, o classificou como desafeto e lembrou que em 2024 a rivalidade entre eles foi alimentada quando optou por endossar à Prefeitura de Sinop, a empresária Mirtes da Transterra, que, à época, também recebeu o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O jogo virou no Democracia Cristã quando o ex-ministro da Defesa do Brasil Aldo Rebelo, ex-MDB, se filiou à sigla e foi anunciado como candidato à presidência. Em agosto de 2025, durante visita a Cuiabá, Aldo havia sinalizado apoio à Janaina Riva. E manteve a simpatia ao nome de Janaina mesmo na mudança de partido, sendo favorável a composição com Galvan a suplente.
Para o ex-presidente da Aprosoja só restaram duas saídas: aceitar a suplência ou disputar à Câmara Federal. Galvan não aceitou nenhuma das possibilidades, optando por deixar o DC.
Atrás do arranjo político haveriam também interesses familiares, chamados por Paula Boaventura de "familiocracia". A suposta negociata, segundo Galvan, foi costurada por WF que ganharia duplamente, fortalecendo sua chapa ao governo e anulando um dos oponentes da nora ao Senado no Nortão, colégio eleitoral decisivo em Mato Grosso.
"Não foi uma decisão partidária do presidente do DC, houve alguma negociata ali no meio pra tirar a gente do páreo, fortalecer o outro lado porque não foi uma decisão única do DC", declarou Antônio Galvan.
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