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Política Quinta-feira, 30 de Abril de 2026, 15:11 - A | A

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Quinta-feira, 30 de Abril de 2026, 15h:11 - A | A

DEFENDEU EMENDAS

Após operação, Paula Calil se pronuncia e afasta Câmara de investigação: "não é alvo"

Paula Calil esclarece que investigação do NACO foca em CPFs e não no Legislativo; operação apura suposto esquema de "devolução" de valores envolvendo a empresa Chiroli Esportes

BIANCA MORTELARO
Da redação

A vereadora e presidente da Câmara de Cuiabá, Paula Calil (PL), se pronunciou após a Operação Emenda Oculta, deflagrada na manhã desta quinta-feira (30), investigar o vereador Cezinha Nascimento (União Brasil) e o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) por desvio de Emendas Parlamentares. Calil esclareceu que apenas o vereador está sendo investigado e que soube da operação através da imprensa.

“A Câmara Municipal de Cuiabá, a instituição, não é alvo da operação. É uma prerrogativa de nós vereadores indicarmos emendas à LOA, nós indicamos as emendas, é realizado um estudo e uma análise técnica dos documentos para quem faz a execução das emendas, o Executivo”, declarou Paula, em coletiva.

Conforme apurado pelo HNT, a operação apura uma denúncia feita ao Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO) em que o deputado e o vereador repassavam recursos à empresa Sem Limite Esporte e Evento LTDA (Chiroli Esportes), que, posteriormente, devolvia parte valores aos titulares das emendas.

LEIA MAIS: Elizeu diz que acompanha investigações e reforça compromisso com "legalidade"

A vereadora ressaltou que a Casa Legislativa Municipal não é acusada e nem foi notificada formalmente pelo NACO. “Neste momento, nós não fomos notificados de nada. Nós não sabemos do que se trata a operação, nós recebemos essa notícia pela manhã, através da imprensa. Nós não somos parte, nós não fomos notificados e estamos aguardando mais informações”.

Apesar do inquérito contra o parlamentar, Calil enfatizou a importância das emendas para a população e afirmou que não concorda com a corrupção praticada com dinheiro público.

“Nós não podemos marginalizar as emendas, elas são um instrumento importante da gente levar as melhorias lá na ponta, lá para a comunidade (...) É um recurso importante, então ele tem que ser bem utilizado, não pode haver esse tipo de situação. Eu não concordo com esse tipo de postura. É uma forma de corrupção, quando você fala em propina. Mas eu não posso, neste momento, afirmar a vocês que houve esse tipo de situação”, finalizou.

A Operação Emenda Oculta é um desdobramento da Operação Gorjeta que, em 27 de janeiro deste ano, afastou o vereador Chico 2000 (PL) da Câmara de Cuiabá após ele ser associado a suposto desvio na realização de corridas na capital. Os nomes de Elizeu e Cezinha teriam aparecido em celulares apreendidos na operação que investigou Chico.

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