A Polícia Militar afirmou que facções criminosas ultrapassaram o “sinal vermelho” da violência ao submeter uma criança a crueldade extrema. O alerta vem após o resgate de um menino de 12 anos, em Várzea Grande, que foi sequestrado, espancado e obrigado a cavar a própria cova antes de ser executado por integrantes do Comando Vermelho (CV).
O caso ocorreu na tarde de sexta-feira (24), no bairro Vila Arthur, onde equipes do Grupo de Rondas e Ações Intensivas e Ostensivas (RAIO) localizaram o cativeiro. Segundo a PM, quatro homens, com idades entre 42 e 50 anos, mantinham a vítima em cárcere privado após acusá-la de pequenos furtos.
De acordo com a polícia, o menino foi submetido a um chamado “tribunal do crime”, que determinou sua morte em uma área conhecida como “Fazendinha”. Durante o período em que esteve sob poder dos suspeitos, ele foi forçado a cavar a própria cova com ferramentas encontradas no imóvel.
“Encontramos a criança totalmente abatida, cheia de lesões. Submeteram-na ao terror extremo, dizendo que iam torturá-la e executá-la. Fizeram com que ela cavasse a própria cova”, relatou o sargento Giovanni, que participou da ocorrência.
A equipe policial chegou minutos antes da execução. “Chegamos no limite. Minutos depois, ele não estaria mais vivo”, afirmou o militar.
Em um vídeo registrado no momento do resgate, o menino confirma a ameaça: “Iam matar eu!”.
Durante a ação, foram apreendidas facas, balanças de precisão, R$ 942 em dinheiro, celulares e chips telefônicos, indícios de possível ligação com o tráfico de drogas. Os quatro suspeitos foram presos em flagrante e encaminhados à Central de Flagrantes de Várzea Grande.
O sargento também reforçou o alerta sobre a escalada da violência. “As facções avançaram o sinal vermelho no que tange à violência contra a criança. Nós, policiais militares, estamos nos assustando com a tamanha crueldade que têm adotado para punir”, declarou.
O menino foi entregue ao Conselho Tutelar e apresenta sinais de abalo emocional, além de lesões físicas. O caso é investigado pela Polícia Civil.
MOMENTO DO RESGATE (Reprodução/Folhamax)
DEPOIMENTO DO SARGENTO (Reprodução/RepórterMT)
PRISÃO DOS ENVOLVIDOS
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