O pico da série foi em dezembro de 2020 (87,6%), devido às medidas fiscais do início da pandemia de covid-19. No nível mais baixo, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB.
Pelo conceito do Fundo Monetário Internacional (FMI), a DBGG passou de 94,0% do PIB em fevereiro para 92,0% no mês passado, uma redução de 2 pontos porcentuais.
A DBGG que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o BC e as empresas estatais é uma das referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.
A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) que leva em conta as reservas internacionais do Brasil aumentou de 65,5% do PIB em fevereiro para 66,8% em março, o maior nível da série histórica iniciada em 2001. Em reais, atingiu R$ 8,643 trilhões.
Gasto com juros
O setor público consolidado teve resultado negativo de R$ 118,862 bilhões com juros em março, após uma despesa líquida de R$ 84,201 bilhões em fevereiro, informou o Banco Central.
O governo central (Tesouro Nacional, Previdência Social e BC) teve despesas de R$ 112,180 bilhões na conta de juros. Os governos regionais gastaram R$ 5,899 bilhões, e as empresas estatais, R$ 784 milhões.
De janeiro a março, a despesa do setor público com juros atingiu R$ 266,690 bilhões, ou 8,28% do Produto Interno Bruto (PIB). No acumulado de 12 meses, o gasto soma R$ 1,080 trilhão, ou 8,35% do PIB.
Em 2025, o resultado do setor público com juros nominais foi negativo em R$ 1,008 trilhão. Foi a primeira vez que as despesas líquidas com juros superaram a marca de R$ 1 trilhão no acumulado em 12 meses em toda a série histórica.
(Com Agência Estado)
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