Durante coletiva de imprensa após decisão de manter a taxa de juros inalterada em 3,75%, Bailey pontuou que o conflito tem "impacto significativo" nas projeções e deve levar a inflação a subir para pouco mais de 3,5% até o fim deste ano. O dirigente destacou que os efeitos indiretos iniciais tendem a aparecer com mais força nos preços de alimentos, refletindo o repasse do encarecimento da energia ao longo da cadeia produtiva.
O dirigente também apontou que a magnitude dos chamados efeitos de segunda ordem - quando o choque inicial se espalha para salários e preços - é "altamente incerta". Nesse contexto, ele alertou que negociações salariais podem desempenhar papel relevante na propagação dessas pressões inflacionárias.
Bailey acrescentou que uma eventual reabertura do Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, poderia mitigar parte do impacto econômico do conflito, ao aliviar tensões sobre a oferta global de energia. Ainda assim, reforçou que o cenário permanece sujeito a elevada incerteza, exigindo acompanhamento contínuo por parte do BoE.
(Com Agência Estado)
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.







