A deputada estadual Eliane Xunakalo avaliou ao HNT TV Entrevista como incoerente a projeção da deputada federal Coronel Fernanda (PL) à presidência da comissão externa para discutir a crise humanitária do povo Yanomami, em Roraima. Eliane criticou a deputada, afirmando que ela nunca defendeu os interesses dos indígenas de Mato Grosso, mas aceitou participar do grupo de trabalho enquanto a crise dos Yanomamis estava em evidência. A deputada também pontuou que o envolvimento da Coronel com a pauta vai na contrapartida da sua atuação na Câmara, cujos projetos são mais direcionados ao agro.
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"Eu acredito que é uma incoerência, né? Porque eu não vejo a Coronel Fernanda fazer nenhuma defesa dos direitos dos povos indígenas", disparou Eliane Xunakalo.
Não vejo uma atuação eficiente nessa comissão
O plano de trabalho da comissão foi construído pela Coronel Fernanda para seis meses de ações, entre junho e novembro de 2025. Nesse período, a comissão realizou 10 reuniões e votou 10 propostas. Dessas 10 propotas aprovadas, nove são requerimentos da Coronel.
Entre os requerimentos estão pedidos de informações ao Ministério da Casa Civil sobre gastos para enfrentamento da emergência em saúde pública; ao Ministério da Saúde quanto ao repasse de R$ 184,3 milhões a entidade contratada para prestação de serviços de saúde indígena com cotação do preço de alimentos em loja de autopeças; e a ex-ministra dos Povos Indígenas, a deputada federal Sônia Guajajara (Psol-SP), para esclarecer contratação de R$ 185 milhões de empresa de locação de aeronaves para entrega de cestas básicas.
No entanto, Eliane Xunakalo disse que os trabalhos da comissão não foram revertidos em melhorias aos Yanomamis. No sistema da Câmara dos Deputados, não há pareceres, relatórios ou votos apresentados na comissão disponíveis para consulta.
É uma comissão que está parada
"Eu também não vejo uma atuação contundente nessa comissão. É uma comissão que está parada. A gente sabe que a situação dos ano-humanos, dos parentes, é uma situação muito complicada porque é um território invadido por garimpo, com muitas violências", pontuou Eliane.
"Não vejo uma atuação eficiente nessa comissão. Quando a gente faz parte de alguma comissão, nós temos que mostrar trabalho com aquele objetivo. Qual é o objetivo dessa comissão? É fiscalizar o trabalho? É apoiar? É construir? É mostrar? Ou é só para compor?", emendou.
A deputada estadual reiterou que a Coronel Fernanda deveria voltar a atenção a MT. Ela reconheceu a importância dos parlamentares se dedicaram a causa dos Yanomamis, mas ressaltou que em MT, território a qual a deputada federal deveria defender, os povos indígenas também são afetados por garimpos ilegais e esse fato não foi debatido em uma comissão em Brasília.
"Aqui em Mato Grosso a gente também tem esse problema de mineração. O Sararé está aí há anos. Cadê uma comissão para acompanhar o Sararé, que é o território dela, que é o estado dela? Criou uma comissão lá para acompanhar o Sararé? O Sararé também tem pessoas sofrendo, pessoas indígenas sendo ameaçadas, crime organizado. Cadê uma comissão que ela poderia estar montando, criando, usando esse mandato, usando esse instrumento de fala para repudiar, para falar? Mesmo não tendo afinidades com a causa, é uma questão humanitária", cobrou Xunakalo.
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