O senador Wellington Fagundes (PL) negou qualquer possibilidade de recuar de uma eventual candidatura ao governo de Mato Grosso e atribuiu as especulações a articulações de adversários em busca de alianças partidárias. A declaração nesta quarta-feira (29), também envolve o nome do senador Jayme Campos, frequentemente citado nos bastidores.
Segundo Fagundes, a hipótese de desistência é alimentada por grupos políticos que tentam ampliar coligações. “Eles estão tentando, a todo custo e a todo preço, buscar partidos para estar na coligação deles”, afirmou.
O parlamentar destacou que mantém alinhamento com o partido e decisões nacionais. “Sempre fui leal ao meu partido, ouvindo a direção nacional. Democracia é assim, a maioria decide e temos que estar juntos”, disse. Ele também negou pressão direta para deixar a disputa: “Não, não. Houve muitas pressões para buscar o PL para outro arco de aliança, mas não para desistir”.
RELAÇÃO COM O GOVERNO
Fagundes relembrou o apoio dado ao atual governador na eleição passada, quando defendeu a aliança com Mauro Mendes. Agora, no entanto, fez críticas à gestão estadual, especialmente na área social e econômica.
“É um Estado que está desenvolvendo, mas com a riqueza concentrada para poucos”, declarou. O senador apontou que cerca de 10% da população vive na linha da pobreza, o que, segundo ele, contrasta com o potencial econômico de Mato Grosso.
Entre os pontos criticados, ele citou a política fiscal e decisões recentes do governo: “Foi falado que se congelasse o Fethab ia quebrar o Estado, que pagar o RGA ia quebrar o Estado. Agora não paga o RGA e vai congelar o Fethab? Está tendo incoerência em alguns atos”.
O senador também mencionou problemas na segurança pública e infraestrutura social, como a falta de delegacias e dificuldades no sistema de saúde, além de indicadores como feminicídio.
EXPERIÊNCIA ADMINISTRATIVA
Questionado sobre críticas relacionadas à ausência de experiência no Executivo, Fagundes rebateu destacando sua trajetória política de mais de três décadas.
“33 anos de mandato é pouca experiência?”, questionou. Ele citou exemplos de lideranças políticas que chegaram a cargos executivos sem experiência prévia, como Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Romeu Zema.
Para o senador, o debate eleitoral deve se concentrar em propostas. “A campanha tem que ser propositiva, falar o que vamos fazer para melhorar a vida das pessoas, investir em escola, saúde e acabar com obras inacabadas”, afirmou.
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