O presidente estadual do Partido Liberal (PL) em Mato Grosso, Ananias Filho, afirmou estar “tranquilo” diante das pressões internas por uma troca de liderança na legenda. As divergências no diretório ganharam força devido à aliança firmada com o MDB, e ao apoio de prefeitos do próprio partido à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), em oposição ao projeto majoritário da sigla.
As especulações sobre uma reorganização no comando partidário cresceram após declarações do empresário Odílio Balbinotti Filho, eleito primeiro suplente do senador José Medeiros (PL), sinalizarem que mudanças nos diretórios seriam um movimento natural após o pleito.
“Primeiro, eu não tenho nenhuma preocupação e tranquilidade. Eles, que às vezes acham que teve alguma coisa de desconforto, têm que se discutir. E eles têm tranquilidade em reivindicar o que eles desejarem. Não tenho nenhuma dificuldade em ouvir isso”, declarou o dirigente em entrevista ao Midia News nesta terça-feira (13).
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Diante do clima de instabilidade e das críticas de correligionários, o presidente estadual viajou a Brasília para uma reunião com o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, no dia 8 de outubro. Conforme Ananias, o encontro teve como objetivo prestar contas da campanha e avaliar os resultados das urnas em Mato Grosso, negando que a sua eventual saída tenha entrado na pauta do dia.
“Zero oportunidade de tocar em pauta. O Valdemar só deixou tranquilo porque recepcionou muito bem o resultado que o Mato Grosso fez”, afirmou.
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O pleito em Mato Grosso revelou um contraste entre a disputa ao Governo do Estado, na qual o senador Wellington Fagundes (PL) acabou derrotado, e o desempenho da sigla nas eleições proporcionais e para o Senado. Apesar do revés no Executivo Estadual, Ananias rechaçou a ideia de que o resultado tenha representado um baque para a legenda, destacando o fortalecimento das bancadas do partido.
“O PL foi vencedor. O PL fez a maior bancada federal, um senador, três deputados federais e quatro deputados estaduais. Estamos tranquilos e conscientes, participando do processo democrático com altivez”, avaliou.
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Outro fator de tensão interna envolveu a divisão provocada pela “rebelião dos prefeitos”, movimento em que gestores municipais do PL decidiram apoiar Otaviano Pivetta, enfraquecendo o palanque de Wellington Fagundes.
Ao analisar o impacto direto desse desarranjo político sobre a candidatura majoritária do partido, Ananias admitiu que a dispersão dos apoios municipais influenciou o resultado final das urnas. “Eu creio que pesou, teve todo esse desarranjo e sem dúvida pesa”, concluiu.
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